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Saturday, April 9, 2011

Rio nos cinemas

Já está nos cinemas da Austrália em 3D e 2D Rio, novo longa-metragem de animação do brasileiro Carlos Saldanha, 46 anos.



Fã de desenhos como "Tom and Jerry" e "Speed Racer", Saldanha formou-se em ciência da computação e, aos 21 anos, mudou-se para Nova York onde fez mestrado de artes na School of Visual Arts, especializando-se em animação digital.

Na escola, Saldanha conheceu Chris Wedge, professor que o convidou para trabalhar na Blue Sky Studios, onde co-dirigiram A Era do Gelo, em 2002. Quatro anos depois, Saldanha dirigiu sozinho A Era do Gelo 2, o 46o filme mais assistido de todos os tempos, e, em 2009, A Era do Gelo 3, o 19o no mesmo ranking, à frente de clássicos como Guerra nas Estrelas e ET.


Nascido no Rio de Janeiro, agora Carlos Saldanha coroa sua carreira dirigindo um filme passado na sua cidade natal e que tem tudo para ser mais um estrondoso sucesso.

Rio conta a história de Blu, arara azul que vive em uma cidade gelada dos Estados Unidos e acredita ser a última de sua espécie no planeta (voz de Jesse Eisenberg - The Social Network). Levado por Tulio (Rodrigo Santoro) para o Rio de Janeiro para um encontro às cegas com Jewel, a única fêmea de sua espécie, Blu, que ainda não sabe voar, precisa se virar para se livrar de contrabandistas e evitar várias confusões. Tudo, claro, com muito humor, mostrando as belezas da cidade, embalado por bossa nova e abordando temas como contrabando de animais silvestres.



Imperdível!

Sunday, February 27, 2011

Oscar, Aussies e Claudia Rondon

Nada de Nicole Kidman, Geoffrey Rush ou Jacki Weaver. Os cinco australianos que faturaram o Oscar agora a pouco são bem menos conhecidos do público.



Primeiro foi Shaun Tan, de Melbourne, que faturou o Oscar de Melhor Curta de Animação com The Lost Thing, filme inspirado no livro do próprio Shaun, escrito quando ele estava desempregado.

Depois foi a vez de Dave Elsey ganhar na categoria Melhor Maquiagem com o filme The Wolfman, seguido por Kirk Baxter, que venceu Melhor Edição com The Social Network.

O diretor Tom Hooper, inglês com cidadania australiana, agradeceu a mãe aussie quando faturou o prêmio de Melhor Diretor por The King's Speech, filme que também foi eleito o melhor da noite, rendendo uma estatueta para o produtor australiano Emile Sherman.



E já que o assunto é cinema, conversei com a brasileira Claudia Rondon, jornalista graduada pela PUC-SP que vive na Austrália desde 2008, onde fez mestrado na WA Screen Academy, ligada à Edith Cowan University, em Perth.

Em 2010, Claudia produziu e co-escreveu o roteiro de XO, curta-metragem dirigido por Eva Ramdohr (ela também assina o roteiro) que participará do Heart of Gold International Film Festival, evento que acontece entre 17 e 20 de março, em Gympie, duas horas ao norte de Brisbane. A maratona terá 200 filmes de 35 países.


Cena de XO

Fale um pouco sobre o filme e a expectativa em relação ao festival?
O XO é um curta com estilo comédia-romântica de baixo custo de produção. Mostra a história de dois jovens de culturas diferentes que vencem a barreira da comunicação de forma bem-humorada. O filme foi produzido em parceria entre a WA Screen Academy e a prefeitura de Perth. Faz parte de um acordo de incentivo a produção de filmes feitos por estudantes de audiovisual e uma forma de promover a cidade de Perth. Como ex-aluna do mestrado da WA Screen Academy (Edith Cowan University - WAAPA) recebi uma pequena verba da City of Perth que foi administrada pela WA Screen Academy para produzir o curta, cujo roteiro foi pré-aprovado por ambos os orgãos incentivadores.


Cena de XO

Este é o seu primeiro filme ou você já fez ou participou de outros?
Esse é o segundo curta que produzi. Mas é o primeiro do qual fui também roteirista. Em abril de 2009, como parte do mestrado, produzi Trolley Boys, que participou do Dungog Film Festival (maio de 2010), em Sydney. Trolley Boys foi escrito por Kazimir Sas, ator e jovem diretor de Perth, e dirigido por Ngaire O'Leary.

Além desses dois curtas, também produzi outros documentários. Um deles, Foresight (2009), dirigido por Magdalena Wozniak (que hoje está na equipe de roteiristas de Neighbours), foi um dos finalistas no ATOM Awards (Australian Teachers of Media), em outubro de 2010. O outro documentário, Voices of Freedom (2010), dirigido pelo ator e diretor David Meadows, conta a história de um grupo de músicos ex-refugiados do Burundi que hoje reside em Perth.

Você escreveu e produziu XO. Encontrou alguma dificuldade para concebê-lo e viabilizá-lo por não ser australiana ou em função da língua?
É sempre um desafio diferente escrever em outra língua. Mas já estou acostumada. O projeto em si teve apoio de uma instituição educacional, então não houve problemas em relação ao fato de eu não ser australiana. Mas, em certa medida, precisei me impor sim para conseguir que eu fosse escolhida como roteirista entre outros roteiristas colegas australianos. O que venceu foi o argumento para o roteiro. Eles gostaram da história e consegui produzi-la.

Na realidade, XO foi uma alternativa "light" para um outro roteiro que eu tinha apresentado e no final acabou não sendo produzido por inúmeras razões. Uma delas, porque o corpo editorial achou que o roteiro tinha "agenda", como eles dizem. Ou, ao meu ver, tinha uma carga subjetiva política um pouco pesada para as diretrizes propostas para o projeto como um todo.


Cena de XO

Está com novos projetos em vista?
Sim, sempre. Provavelmente, um documentário. E desenvolvo outros projetos criativos paralelos. Alguns deles relacionados à comunidade brasileira em Perth.

Gosta do cinema australiano? Tem algum filme preferido?
Não tenho um filme preferido. Mas o mais recente que assisti e gostei foi Lou, escrito e dirigido por uma jornalista chamada Belinda Chayko. O trabalho é novo.

A Austrália é um bom lugar para quem deseja tentar a carreira cinematográfica?
Ainda estou conhecendo o mercado por aqui. Há muita gente produzindo. Mas há no geral uma mentalidade com foco nos EUA. Muitos talentos vão para lá. Ou querem ir. Em termos práticos, há políticas de incentivo cultural e alguma infra-estrutura. Mas até aí, o Brasil também, por exemplo. Até mais, talvez. Estive lá no fim do ano passado e vários amigos contaram que vivemos um momento de "vacas gordas" no audiovisual. Para mim, o que é mais interessante da Austrália é o espaco e a liberdade para criar. Não estou falando de "linha editorial". Mas sim, de estilo de vida que permite, pelo menos pra mim, espaço mental para desenvolver projetos criativos. Venho de São Paulo. Eu amo Sao Paulo, um lugar que para mim tem um buxixo intelectual e criativo especial que lembra, às vezes, Londres (outra cidade onde ja morei também). Não dá para comparar Perth e São Paulo. Mas a correria que, às vezes pode ser inspiradora, é em outras ocasiões sufocante e extremamente contraproducente. A rotina frenética pode cegar. A gente pára de perceber o que está ao redor e só corre. Nesse sentido, para mim, a Austrália e o estilo mais relaxado combinado com o meu interesse por observar e refletir sobre a vida em geral me ajuda e, por enquanto, tem sido positivo estar aqui por isso.

Exibição de XO
Domingo, 20 de março, às 9 horas, no Fossickers Theatre (Gympie Civic Centre). Para mais informações sobre o festival, cliquem aqui.

Thursday, February 10, 2011

Post/Poste

Vejam este post não como um post, mas como um poste. Entenderam? Nem eu!



A questão é a seguinte, o tempo é curto, os eventos são vários, hoje é sexta-feira e como um diretor de arte preguiçoso já disse que uma imagem vale por mil palavras, seguem alguns cartazes de eventos no melhor estilo poste de rua.

Hoje (sexta à noite)



Amanhã (sábado à noite)



Próxima quinta - Ensaio do bloco com apresentação do samba enredo composto pelo Andrezinho e por este que vos escreve, especialmente para o CarnaCoogee 2011. Afinal, How are you brow? How's going mate? É Carnaval no Coogee Bay!



Sábado que vem



Março



Março

Thursday, January 6, 2011

Flickerfest e Jazzgroove Summer Festival

Começa hoje, no Bondi Pavillion, a vigésima edição do Flickerfest, o primeiro e único festival de curta-metragens da Austrália creditado pela Academy (aquela mesma).



A festa de abertura será a cara daqui: fanfarrona e ecologicamente ocorreta, o que significa Champagne e pipoca estourada em manteiga orgânica. Após a exibição de 2 curtas australianos e 5 internacionais, haverá festa com pizza do Doughboy, cerveja Coopers, Jameson's Irish Whiskey, vinho orgânico da Rosnay e por aí vai. Ingressos a partir de $50 (http://www.mca-tix.com.au/).



O festival vai até 16 de janeiro e será naquele esquema ao ar livre, sob a luz das estrelas e pertinho do mar. Para mais informações, visitem o sítio (detesto quando escrevem sítio em vez de site) www.flickerfest.com.au/.



Para quem gosta de música de verdade, no próximo final de semana a Jazzgroove Association realizará o segundo Jazzgroove Summer Festival, que reunirá o melhor da cena jazzística e de world music dessas bandas, em diferentes casas, incluindo o nosso templo religioso Macquarie Hotel, o excelente 505, The Excelsior e a Redfern Town Hall.



O festival acontece da próxima sexta ao domingo, muitos shows serão grátis, outros não e haverá diferentes tipos de tickets e passes. Um que vale a pena é o de $29, que dá acesso a todos os shows do dia e transforma a cidade num verdadeiro Playcenter (sem a finada Monga, claro). Veja abaixo a programação completa. Para mais informações, visite o sítio do festival clicando no sítio abaixo.



Friday 14 January 2011
7.00pm Ben Panucci Trio Venue 505 *
7.30pm Steve Barry Trio Ravál @ The Macquarie8.30pm The Drip Hards The Excelsior
8.30pm Tim Clarkson Trio Downstairs @ The Macquarie F
8.30pm Carl Morgan Quartet Venue 505 *
9.30pm Denominators Ravál @ The Macquarie
10.00pm Kris Wanders Quartet The Excelsior
10.00pm Jeremy Rose + Chiba Band Venue 505 *
10.30pm Sunchasers Collective Downstairs @ The Macquarie F
12.00am The New Dynamites Downstairs @ The Macquarie F
1.30am Special Late Night Show Downstairs @ The Macquarie F

Saturday 15 January 2011
2.00pm Julien Wilson Quartet Redfern Town Hall
3.30pm Eastside FM Vinyl Jam The Excelsior F
4.00pm Julien Wilson Quartet Redfern Town Hall F
4.30pm The Swinging Blades The Excelsior F
7.00pm The Fantastic Terrific Munkle Venue 505
8.30pm Translators Ravál @ The Macquarie
8.30pm The Felas The Excelsior8.30pm Simon Ferenci Quartet Venue 505
9.30pm My Goodness McGuiness Downstairs @ The Macquarie F
10.00pm Dereb the Ambassador The Excelsior
10.00pm Matt Keegan Venue 505
10.30pm Kirsten Berardi Ravál @ The Macquarie
11.30pm Briana Cowlishaw Downstairs @ The Macquarie F

Sunday 16 January 2011
10.30pm The Sousaphonics Redfern Town Hall F A (Musica Viva)
12.00pm The World According to James Redfern Town Hall F A (Musica Viva)
2.00pm Ko Omura Quintet Redfern Town Hall F
3.30pm Eastside FM Vinyl Jam The Excelsior F
4.00pm Ko Omura Quintet Redfern Town Hall
4.30pm The Debonair Gentleman The Excelsior F
5.30pm Sandy Evans Trio Venue 505
7.00pm HiT! Venue 505
7.00pm Zohar’s Nigun Ravál @ The Macquarie
7.30pm The Alcohotlicks The Excelsior
8.00PM The Jazzgroove All Stars Downstairs @ The Macquarie F
8.30pm Julien Wilson Quartet Venue 505
9.00pm Subteranneans The Excelsior
9.00pm Samba Mundi Ravál @ The Macquarie
10.00PM The Jazzgroove All Stars Downstairs @ The Macquarie F

O simpático f no final significa free, grátis, na faixa, no vasco... Quem não for não vai para o Céu!

Tuesday, November 16, 2010

Sydney Bicycle Film Festival

O que você faria se estivesse pedalando serelepemente a sua bicicleta, em Nova York, e fosse acertado por um ônibus?



Brendt Barbur, o campeão abaixo, não teve dúvida. Em 2001, após o acidente, em vez de jurar nunca mais subir numa magrela ou jamais pegar um ônibus, criou o Bicycle Film Festival, evento que se espalhou por mais de 30 cidades, incluindo São Paulo, Melbourne e Sydney, e este ano chega à décima edição.



O BFF de Sydney começa hoje e vai até domingo com exibição de curtas e longas-metragens no Dendy Newtown (251-263 King St) e no Beach Road Hotel (Bondi), além de exposição de arte e feira de rua.



A abertura acontece nesta quarta, a partir das 18h, no Baresford Hotel, ali na Bourke Street. Amanhã, no District 01 (74-76 Oxford St, Darlinghurst), tem mostra coletiva de artistas e designers emergentes (imagem acima), seguida por after party. E no sábado, das 12h às 17h, na Hill St (perto do Beresford Hotel), tem feira de rua com muita coisa relacionada à... bicicleta, claro.

Os ingressos para os filmes custam $10 e estão à venda na Moshtix. Veja a programação:

Sexta, 19 de novembro
Dendy Newtown
18h30 Program 1: Bike Shorts + Birth of Big Air
20h30 Program 2: Bike Shorts + Empire

Sábado, 20 de novembro
Dendy Newtown
18h30 Program 3: Shorts + Riding the Long White Cloud
20h30 Program 4: Urban Bike Shorts

Domingo, 21 de novembro
Beach Road Hotel
19h30 Program 5: BFF Greatest Hits
Com festa/fanfarra de fechamento.

Para saber mais, visite o site do Bicycle Film Festival.



Ou então, pegue a sua BMX Monark e pedale até lá!

Tuesday, October 26, 2010

Brazil Film Festival em Melbourne

Daqui a pouco, na minha Melbourne, começa a parte II do Brazil Film Festival: A Missão. Na primeira perna, aqui em Sydney, assisti a três dos cinco filmes, e na escala "brasileira" de cotação, a minha classificação é a seguinte.



Se você estiver curto de grana e só puder ir a uma noite, não perca, em hipótese alguma, o documentário Dzi Croquettes. Ao contrário do que estão achando, não é um filme sobre travestis, mas sobre um dos maiores grupos de dança da história contemporânea, que surgiu no Rio de Janeiro no início dos anos 1970 e não apenas influenciou e ditou muitos caminhos artísticos e estéticos que o Brasil seguiu nos anos 70 e 80, como também debochou como poucos da ditadura militar. Era contracultura, criatividade e talento em estado bruto. Importante: quem não for vai virar purpurina!

Se o dinheiro possibilitar duas noites, assista na sexta-feira ao documentário Pachamama. Por ser um filme de viagem com, literalmente, o pé na estrada e dirigido pelo filho do grande Glauber Rocha, não espere um filme fácil, com sequências hollywoodianas e personagens globais. Porém, prepare-se para ver paisagens reais, pessoas de verdade e fatos históricas ocorridos recentemente na América do Sul que fazem um retrato bastante fiel de uma parte do continente que o brasileiro mal sabe que existe e acha que não pertence. É filme para sair um pouco da zona de conforto e refletir.

Infelizmente, não consegui assistir ao Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, mas me falaram muito bem e é este que, para quem pretende ir três noites, vem na sequência. Comédia/drama das mais picantes!

Por último, que por sinal é o filme de hoje, eu iria no Lula, O Filho do Brasil, mas, claro, por razões meramente pessoais. Um dia verei o filme, não sou tão radical assim, mas somente quando o homem deixar o trono e eu estiver largado num sofá no Brasil vendo Sessão da Tarde. Mas os brasileiros que o idolatram - e são a grande maioria - não podem perder.

As três primeiras noites (27, 28 e 29 de outubro) serão no Cinema Nova, enquanto a última (30 de outubro) será no 1000£ Bend, com direito a festa de encerramento com Cabaret Night juntamente com o Samba Cine Club.

Ingressos e informações, aqui!

27/10 – Lula, O Filho do Brasil
28/10 – Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos
29/10 – Pachamama
30/10 – Dzi Croquettes

Tuesday, October 19, 2010

Brazil Film Festival - Embarque imediato!

Daqui a poucas horinhas começa a segunda edição do Brazil Film Festival, que este ano está duplamente maior e melhor.



Maior porque de quatro passou para cinco dias em Sydney.
Maior porque foi além das fronteiras de Sydney, desembarcando também em Melbourne e Brisbane.

Melhor por conta da qualidade dos filmes.
Melhor porque este ano tem até trilha sonora composta por Claudio Lyra, sobrinho do grande Carlos Lyra, especialmente para o evento (clique aqui para entrar no site do festival e ouvi-la).



Pela distância entre Austrália e Brasil, e pelo número reduzido de brasileiros que vivem por aqui, as opções de programas que representam a cultura brasileira são muito poucas, portanto, quando um grupo de pessoas trazem cinco longas e alguns curtas para serem exibidos deste lado do mundo, em três cidades diferentes, é preciso agradecer e aplaudir de pé.

E é o que faço neste exato momento com cinco Enter's, um para cada organizador deste ano, e mais 2 Enter's para outras duas do ano passado.

ENTER
ENTER
ENTER
ENTER
ENTER

ENTER
ENTER

Ah, um Enter extra em homenagem aos patrocinadores.

ENTER

Bem, o festival taí e brasileiro que vive em Sydney e não assistir a pelo menos um filme não vai para o Céu. É sério! Principalmente porque os filmes serão exibidos no ótimo Dendy Opera Quays, que fica ao lado da Opera House, que fica ao lado do Opera Bar, o que significa cinema e alguns drinks na sequência. Já brasileiro que levar estrangeiro, garante automaticamente dois tickets para o Céu.

Hoje, o festival começa com Embarque Imediato (Now Boarding) e, após a exibição, o Abuka Trio, que faz parte do crew do Opera Bar, se apresenta lá. Para informações sobre cada filme, clique no logo abaixo.

Para comprar ingressos, clique aqui.




Tuesday, October 12, 2010

O lado negro da civilização

Ontem à noite, fazendo a Vibez Brazil com o Rapha e o André Levy, diretor executivo do Brazil Film Festival, fiquei sabendo dessa história, que aconteceu com o próprio André.



A Austrália, mesmo tendo uma densidade demográfica pífia e a economia perigosamente dependente da extração de recursos naturais, é um país de primeiro mundo, como todos sabem. Porém, às vezes em excesso.

Em Sydney, a exemplo da maioria do país, todo pedestre deve atravessar o farol (semáfaro, sinaleira, sinal...) na faixa e somente quando está verde pra ele. Do contrário, é infração. Mas não é o que acontece.



Já vi policiais dando bronca em duas japonesas que atravessaram correndo fora da faixa, mas foi só um puxão de orelha. Pelo menos em Sydney, há uma grande tolerância - diferentemente do que acontece em Adelaide, capital de South Australia.

Há uns meses, por volta da meia-noite, André andava pelas ruas absolutamente desérticas de "Adê", quando percebeu que um veículo o seguia. Ele continuou e o carro se aproximou. O motorista perguntou se estava tudo bem. André disse que sim. Não satisfeito, o motorista perguntou mais uma vez. André, ainda andando, confirmou que estava, agradeceu a preocupação e, quando observou atentamente o carro, notou que o veículo, até então comum, tinha uma sirene, o que significa: policía à paisana.



A "otoridade" fez André parar, apontou para um objeto e, nervoso, perguntou qual era a cor. "Blue", foi a resposta acertada de André. O tira apontou para mais alguns objetos e, no melhor estilo Genius dos anos 1980, o diretor executivo do festival sapecou uma sequência de "red", "red" e "yellow", gabaritando o teste das cores. O oficial ficou furioso.



Não convencido de que André estava em seu estado normal, o xerife fez mais algumas perguntas e desafios do tipo qual é o número que vem depois do 8, levante o dedo e aponte-o para o seu nariz e qual é a cor do cavalo branco de napoleão. Como estava 100% sóbrio, André mais uma vez passou pelo severo teste, o que levou o guarda direto ao ponto (tudo em inglês, claro):

- Você sabe o que fez?
- Não, senhor.
- Você atravessou a faixa de pedestre no farol vermelho. Vou ter que multá-lo.

Lembrete do escriba: era meia-noite!

André tinha duas opções: pagar a multa no valor de $50 ou recorrer. Se recorresse, iria direto para a corte, onde seria notificado por um oficial em sua casa, em Sydney, estado de New South Wales, e teria que se apresentar diante do juiz na cidade onde cometeu a infração, Adelaide, no estado de South Australia.



Não querendo medir forças com o lado negro da civilização, especialmente na capital conhecida como a cidade das igrejas, o diretor executivo que prometeu trazer Tropa de Elite I e II para o Festival do ano que vem (brincadeira), optou por desembolsar os cinquenta doletas.

E o ficial viveu feliz para sempre.

The End

Friday, October 8, 2010

Brazil Film Festival for non-Portuguese speaker

Hi Brazil Film Fans!

It’s getting closer!

The countdown to the opening night of the Brazil Film Festival on Wednesday 20th October has begun.

In its second year in Sydney, we have handpicked five films that will showcase the best of what the Brazilian film industry has to offer.

Wed 20 - 6.30pm -Now Boarding
9.00pm - After Party at Opera Bar
(Abuka Band)
Thu 21 -7.00pm Pachamama
Fri 22 -7.00pm -Dzi Croquettes
Sat 23 - 7.00pm- Love Stories Last Only 90 Minutes
Sun 24 -6.00pm- Lula, The Son of Brazil
9.00pm -After Party at Opera Bar (Brazilian DJ)

This is definitely an exciting and diverse line up of the best of Brazilian cinema. Come for an evening (or 5!) and immerse yourself in Brazil at Sydney’s ONLY Brazil Film Festival.

Every evening we will be concluding the festival at the iconic Opera Bar with Brazilian Music and 15 % discount for our guests.

Tickets on sale!

Click here for a direct link to purchase your tickets and to read more about the films and to stay in the loop.

The Brazil Film Festival Team



Wednesday, September 22, 2010

Brazil Film Festival 2010

Em exato um mês, estaremos em plena perna um do Brazilian Film Festival. É verdade! Esta segunda edição será em três cidades, começando com a perna um em Sydney, seguindo para Melbourne e terminando em Brisbane, mérito total dos organizadores, patrocinadores e pessoas que estão dando o devido suporte em cada praça, entre elas, claro, Ju Frantz, que amanhã comanda mais uma edição do Samba Cine Club, em Melbourne.



Por razões profissionais, assisti a todos os trailers. E gostei do que vi! São dois documentários, uma comédia, um drama-existencial-com-humor-e-sacanagem e um que deverá agradar em cheio a maioria (como sempre, me incluo na minoria).

Em Sydney, serão exibidos 5 filmes entre os dias 20 e 24 de outubro, em Melba serão 4 entre os dias 27 e 30 de outubro e, em Brizzie, também 4 entre 18 e 21 de novembro.

Partindo do filme que mais quero ver para o que menos quero ver, minha sequência é:



Pachamama (2008)
Dir. Eryk Rocha
Eu, enquanto xavante-uruguaio fake nascido no Brasil, quero muito assistir a esse documentário do filho do Glauber Rocha. O homem percorreu a fronteira entre Brasil, Bolívia e Perú durante 30 dias com um olhar especial na política e na questão indígena da América do Sul, trazendo muito das raízes sociais e humanas desse grande continente que o brasileiro acha que não pertence. Parece bem interessante. Estarei na fila A.



Dzi Croquettes (2009)
Dir. Tatiana Issa e Raphael Alvarez
Antes de ver o trailer, nunca ouvira falar nesse grupo que quebrou absolutamente tudo nos anos 1970. Como sabem, não estou entre os maiores entusiastas de dança, acho que dançarino faz muita careta no palco, mas esses caras arrebentaram. Não só pelo figurino extravagante, mas pela proposta irreverente, subversiva e batendo de frente na rigidez e na caretice do opressor regime militar. Do Rio de Janeiro os caras foram parar na Europa, onde estouraram. Tanto que o documentário traz participação de ninguém menos do que Lisa Minelli, fã de carteirinha. Estarei na fila A.



Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos / Love Stories Last Only 90 Minutes (2010)
Dir. Paulo Halm
Como me tornei escritor aos 27 anos, ao lançar Meu Avô A'uwê, que comecei a escrever aos 25, estou curioso para ver o ator Caio Blat viver um escritor de 30 anos que não consegue de maneira alguma terminar o dele. Usando a máxima do Frejat, "o cara é bom, mas vacila". E numa dessas, ele, que é casado, acaba trazendo uma mulher para dentro do casamento. Na verdade, não é bem isso, mas o fato é que como o cara só pensa em sacanagem, acaba misturando tudo e o resultado... Estarei na fila C.



Embarque Imediato / Now Boarding (2009)
Dir. Allan Fiterman
O pessoal que está há mais tempo na Austrália vai adorar esse filme. Principalmente as mulheres. A turma que tem Globo Internacional em casa, então, vai amar. Esse é mais um filme da Globo Filmes com o padrão da Globo Filmes e os personagens de sempre da... Rede Globo. Ou seja, tem José Wilker num papel de novela, mas também tem Marília Pêra em grande forma (na minha opinião, depois da Fernanda Montenegro, é a grande atriz brasileira). Para quem gosta da Globo, é um prato cheio, para quem não gosta, vale pela Marília Pêra, que está muito engraçada. Estarei na fila F.



Lula, O Filho do Brasil / Lula, The Son of Brazil (2009)
Dir. Fabio Barreto
Meu amigo Paulo Weinberger vai amar esse filme. Gringo também vai se emocionar, assim como os brasileiros que estão aqui e sentem muita saudade do Brasil de Lula. Pra mim, um filme sobre um presidente em pleno exercício é, no mínimo, de um oportunismo de proporções imensuráveis. Principalmente em ano eleitoral. E não é só porque é o Lula e não gosto dele, se fosse o Obama, a Julia ou quem quer que seja, também acharia o mesmo. Estarei na fila Z, perto do bar.

Para ver a programação completa, as festas e eventos que rolarão paralelamente, onde comprar ingresso etc, clique aqui.

Tuesday, April 6, 2010

Mais logos

E os logos não param de chegar!



Estes foram enviados pela Juliana Cestari, designer da GMC Industrial Art.



O Caga, Comitê para Assuntos Gráficos e Artísticos do blog, não teve dúvida e aprovou os três.



Agora, prioridade total para os logos relacionados à música e surfe. Alguém? Is there anybody out there? Para mais informações, clique aqui!

Brigadão, Ju!!!

Monday, February 22, 2010

Vibez Brazil na internêta e nova Radar

Demorou mas chegou!



Finalmente, a melhor rádio de Sydney está na internet. Isso mesmo, basta clicar aqui e apertar play para ouvir a 89.7 Eastside FM com seus petardos de Jazz, Soul e muitas outras pauladas.

Não dá pra falar que a conquista do stream tenha sido um parto, pois demorou muito mais do que nove meses, como pude acompanhar na heróica e mesopotâmica luta da dupla Mau e Rapha, os princesos do Vibez Brazil, o programa que toda santa terça-feira, das 21h30 às 23h, traz o melhor da música brasileira para as ondas de Sydney (e agora do mundo).

No programa de hoje à noite, por sinal, os dois sortearão um par de convites para o Brazilian Festa, evento que acontece no próximo domingo, dentro do Starlight Cinema (aquele mesmo que vou falar sobre os índios xavantes e eles tocarão umas sonzeiras). Ouça e garanta o seu ingresso!



E como o assunto é cultura brasileira, já está circulando a edição 9 da Radar Magazine, que traz o grande Jorge Ben Jor na capa. Motivo? O homem está chegando para se apresentar em Sydney, dia 23 de maio, e o show vai ser imperdível ("é só pedir que eu toco", disse ele pra revista). Saiba tudo clicando aqui!

Aliás, nessa nova edição, entre outras coisas, tem uma entrevista exclusiva que fiz com o mestre Alex Atala, o maior chef brasileiro da atualidade, que também vem para a Austrália, mas em março, para participar do Melbourne Food and Wine Festival. Se você ainda não pegou a sua Radar, veja aqui os pontos de distribuição.

Sunday, February 21, 2010

Ingresso a $10 para o Brazilian Festa



Somente amanhã, terça-feira, a Ozzy Study Brazil venderá ingresso a $10 (50% off) para o Brazilian Festa, que acontece neste domingo, 28 de fevereiro, dentro do Starlight Cinema.

O ingresso dá direito a participar de todas as atrações, incluindo assistir ao filme "Divã", ao show do Toca Jorge e, claro, ao bate-papo que farei sobre o meu livro a partir das 17h45.

Avise os amigos e aproveite que a promoção é relâmpago (ou promoção-relâmpago, se preferir)!

Em Sydney, os escritórios da Ozzy são:

Ozzy Bondi
Level 2, Suite 22, 175 Oxford St, Bondi Junction
Tel. 9388 0828

Ozzy City
Level 6, Suite 606, 22 Market St Sydney
Tel. 92626287

Economia de $10 no Brazilian Festa pode significar uma feijoada, uma caipirinha e algum salgado, ou então vatapá, churros, churrasco, enfim, vai ter comes e bebes brasileiros a rodo.

Corra!

Wednesday, February 17, 2010

Me, Myself and My Book at Brazilian Festa



On Sunday the 28th of February, I will be attending the Brazilian Festa, a special event inside the Starlight Cinema, at North Sydney Oval, where I will be giving a brief insight of my book Meu Avô A’uwê (My Indigenous Grandfather).

The book is a report of my three visits to an Indian settlement in Mato Grosso (countryside of Brazil), where I had the opportunity to stay with the Xavante people, live with them and write about my experiences and their story.



If you don’t know anything about Meu Avô A’uwê, below is a small introduction written by the Brazilian writer Antonio Penteado Mendonça.

The chat will start at 5:45 pm, and I hope to see you there. Tickets on sale at Ozzy Study Brazil (with discount) and here (all activities included in the ticket price).



A different book

In a time when people and things are labeled according to famous brands not always the best, a book such as this one makes an enormous difference. Since the end of communism, a whole class of people, “the old militants”, became orphan of ideals, without knowing why to fight or what to do, in face of a world which, in practice, proved that everything they did was wrong.



The great way out was to protect the environment, therein included, to their bad luck, the native people, namely incapable and, therefore, constituting raw-material for everything foolish that is been done on their behalf.

Africans, American Indians, natives of Oceania, of the Pacific Islands, Eskimos, Latvians, people lost on the Himalayan hillsides, in the Asiatic forests, all of them were fit into a huge plastic bag and underwent pasteurization. They were equaled, distorted and painted according to such senseless standards as those in Hollywood films, in which the good girl, submitted to a cruel ritual, was thrown into the volcano to save her tribe and the island.



That is why My Indigenous Grandfather is so fascinating. It rescues the Xavante as they truly are. Without being pretentious, conceited or caricatural, the book truly portrays the discovery of another group of people by a white man, young and namely civilized, brought up in the great city.

Pablo Nacer tells us about the everyday life of the Indians, rescues their past and, moreover, transmits the great emotion he felt upon entering a new, rich and different universe, which took him in, amidst other values, all of them strikingly humane.