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Tuesday, April 12, 2011

Humor australiano

Darryl Brohman, também conhecido como Big Marn, é um ex-jogador de Rugby League que, em 1984 (lembrem-se deste número), venceu seu primeiro e único título na liga quando o Canterbury-Bankstown Bulldogs, time que defendia, bateu o Parramatta Eels por 6 a 4 na Grand Final.


Atualmente, Big Marn é comentarista na rádio 2GB e no Footy Show, programa sobre o esporte que vai ao ar todas às quintas-feiras, às 21h30, no Channel Nine. Darryl Brohman também é uma figura notória pela batalha bem-sucedida que travou em 2010 contra um câncer na próstata.


No último programa, homenagearam Big Marn pela conquista de 1984. Mas em vez de entregarem um trofeu, inaugurarem uma placa, indicá-lo para o hall da fama ou fazerem aqueles quadros pra lá de piegas no estilo "Essa é a sua vida", resolveram anarquizar. E é aí que entra o humor aussie!

Brasileiros e australianos têm algumas similaridades, não muitas, mas algumas, e quase todas decorrentes do fato dos dois países terem latitudes comuns do Trópico de Capricórnio. O humor, certamente, não está entre elas. Não que um seja melhor ou pior do que o outro, longe disso, mas são completamente diferentes. E um exemplo do humor que se faz por aqui é a homenagem ao Darryl Brohman.

Para situar quem está no Brasil, imaginem um programa de esportes como essas mesas-redondas com figuras como Galvão Bueno, Milton Neves ou Roberto Avallone. Pois bem, os caras que apresentam o Footy Show têm a mesma representatividade desses nomes no contexto daqui, com a diferença de que são ex-jogadores.

A ideia da homenagem era uma tatuagem. Até aí, nada de mais. Convidaram um tatuador do Bondi Ink e levaram o cara para o estúdio. O tema não poderia ser mais apropriado: 84, ano em que Big Marn conquistou seu primeiro e único título. O local da tatuagem, porém...

Em vez do braço, do peito ou da batata da perna, ela foi feita naquela parte globular constituída por músculos entre as costas e o joelho - popularmente chamada de bunda. Isso mesmo! Em plena nádega esquerda para uma audiência de centenas de milhares de telespectadores em casa, além de algumas dezenas no estúdio.

Mais do que nunca, algumas imagens valem por milhares de palavras.








Wednesday, February 23, 2011

Terremoto na NZ e a força dos All Blacks

Estive os últimos dois dias na Central Coast, preparando toda papelada, documentos, certificados, comprovantes de que não matei ninguém e afins para dar entrada num novo visto, por isso não consegui escrever nada sobre a Nova Zelândia, nosso e-p-e-t-a-c-u-l-a-r vizinho de terceiro continente à sua escolha.

No pouco que pude acompanhar, o que mais me chamou a atenção foi a enorme comoção que tomou conta da Austrália, não só pela proximidade e pelos laços históricos, como também por termos cerca de 500 mil neozelandeses vivendo aqui, o segundo maior contingente de estrangeiros, atrás somente do Reino Unido.

A situação em Christchurch, a cidade mais atingida pelo terremoto de 6.4 graus de magnitude, como todos sabem, é absolutamente devastadora, já foram encontrados 75 mortos, teme-se que o número chegue a 200 e cerca de 300 pessoas estão desaparecidas. Algumas notícias recentes é o fato de que o Grand Chancellor, o hotel mais alto da cidade, pode cair a qualquer momento, e que seis picaretas desalmados foram presos no final da tarde saqueando lojas e outros estabelecimentos. De Christchurch vão direto para o inferno!

Como entusiasta da Nova Zelândia, amante das neozelandesas, fan de rugby, curioso pela cultura maori e xavante do terceiro continente à sua escolha ligado no 2012 dos maias, segue minha singela homenagem aos amigos kiwis através do tradicional Haka dos All Blacks, a manifestação mais forte que vi desde que cheguei na Austrália. Força é o que eles mais precisam neste momento!

Sunday, January 30, 2011

Djokovic e o rugby!

Foi uma final com cara de semifinal. Fato! No início, parecia que iria para uns 4 a 5 disputadíssimos sets, mas não foi o que aconteceu. O sérvio e piadista (vejam o vídeo dele no Youtube) Novak Djokovic não deu chance para o escocês Andy Murray respirar e a vitória foi mais do que merecida. Ainda mais depois de ter atropelado o Federer na semi.



Mas o ponto principal, para nós, que estamos acompanhando o esporte neste verão australiano, e vendo a humilhação que a Austrália vem sofrendo para a Inglaterra/Grã Betrenha, principalmente após a Ashes Series de cricket, é saber que finalmente os bretões/pomes/whatever não comemoraram mais um título por aqui.

É verdade! Andy Murray, discípulo da Rainha e grande tenista - em breve estará entre os dois primeiros do mundo -, felizmente perdeu em solo australiano. Vendo o Djokovic vencendo no Channel 7 e a seleção australiana de cricket finalmente vencendo a Inglaterra no Channel 9, tudo o que tenho a dizer é... ufa! Um respiro nesse verão britânico de humilhação.

Quarta-feira estarei no Sydney Cricket Ground, mas o principal agora é que, findados o tênis e o cricket, que venha o rugby...

Sunday, November 28, 2010

Boa notícia (free tv)

É sempre bom começar a semana com boas novas. Portanto, vamos lá!

No início dos anos 1990, foi introduzido na Austrália o sistema de tv a cabo. À época, foi assinado documento assegurando que a transmissão dos principais eventos esportivos australianos como Melbourne Cup, Rugby League, AFL, Tests de cricket, Australian Open de tênis, entre tantos outros, ficariam com a tv aberta.

Pois bem, quase 20 anos se passaram e a expectativa e o receio do que poderia acontecer no início do próximo ano vinha aumentando. Principalmente por conta de um bicho-papão chamado Fox Sports, que quer comprar absolutamente tudo e revender via Foxtel.

Não sei se vocês repararam, mas aquelas propagandas com celebridades esportivas em prol da free tv que vinham sendo veiculadas nos últimos meses eram parte disso, pressionavam o governo, que controla o setor, a manter os direitos dos principais eventos com as tvs abertas.

A nova regulamentação será apresentada nos próximos dias, mas pelo que antecipou na semana passada o ministro das comunicações, Stephen Conroy, os principais eventos e torneios continuarão sendo exibidos na tv aberta, o que é um grande alívio, pois a exemplo do Brasil, aqui a programação das emissoras também é uma porcaria e, sem os esportes, não sobraria absolutamente nada!

Saturday, October 2, 2010

Redemption Post - Go Roosters!

Ao contrário do Brasil, que a gente nasce e praticamente já é escolhido por um time de futebol, aqui, por chegarmos com mais de 20, 30 anos, é a gente que escolhe, seja de rugby, cricket ou mesmo futebol.



Quando cheguei na Austrália, em agosto de 2007, fui morar na casa da minha irmã, em Coogee. As finais da National Rugby League começariam em breve e, quando me dei conta, estava no Aussie Stadium acompanhando North Queensland Cowboys x Manly Sea Eagles. Torci para os Cowboys sem entender muito, pois era o time dela. Deu Manly, que depois perdeu a final para o Melbourne Storm.

Terminada a temporada, eu precisava escolher um time para a próxima, já que se ficasse com os Cowboys seria como viver em São Paulo e torcer para o Ceará (com todo respeito ao alvi-negro cearense). A opção imediata seria o South Sydney Rabbitohs, clube mais perto de Coogee.

Além disso, era lá que eu jogava squash com o meu cunhado e, à época, o nosso gladiador Russel Crowe estava comprando a parte de rugby do clube. Porém, é impossível torcer para um time cujo uniforme é igual ao da Portuguesa de Desportos. Continuei clubless.



Em 2008, mudei para North Bondi, mas com a vida começando de verdade por aqui (o início na escola de inglês é só fanfarra), eu estava mais preocupado em entregar chimichanga para pagar a escola e o aluguel do que escolher um clube. Principalmente porque o Sydney Roosters, a escolha natural para quem mora em Bondi, não passava a menor confiança.

Em 2009, vivendo em Bronte, ainda mais perto da sede dos Roosters, era simplesmente impossível torcer para os caras. Eles faziam lambanças atrás de lambanças, dentro de campo, fora de campo, dentro de quarto de hotel, fora de quarto de hotel (literalmente no corredor), em qualquer lugar. Não por acaso passaram grande parte da temporada na lanterna e terminaram o campeonato na... lanterna. Vergonha total como podem ver nesses dois posts:

http://www.pablitoaustralia.com/2009/07/o-primeiro-dia-do-resto-da-vida-do.html
http://www.pablitoaustralia.com/2009/07/e-continuam-afundando.html

Obviamente, como não queria entregar chimichanga para sempre na Austrália, trabalhei muito para que pudesse viver só de escrever, o que me proporcionaria muito mais tempo para aproveitar as coisas do terceiro continente à sua escolha, tentar entender algumas e, claro, finalmente escolher um time.

A temporada 2010 começou e eu continuava clubless. Porém, acompanhando toda semana os jogos, comecei a me identificar com alguns jogadores. Assim, quando os Bulldogs jogavam, torcia para eles por causa de Jamal Idris, "the biggest man on earth". O cara parecia um trator (foto abaixo). Quando os Dragons jogavam, eu ia com eles por conta do James Soward. Eeels em campo? Go Jarryd Hayne, o mais veloz e habilidoso da liga. Mas ainda faltava identificação com algum clube.



No meio da temporada, voltei a morar em North Bondi, e desta vez em uma situação totalmente diferente da anterior, já que passei a ter muito mais tempo e condições para aproveitar Bondi. E, confesso, eu amo esse lugar.

A coisa mais fácil de ouvir é "Bondi é uma porcaria, só tem brasileiro". Bes-tei-ra! Claro, tem muito brasileiro, assim como tem muito australiano, italiana, francesa, chilena e gente do mundo inteiro, o que torna esse lugar tão especial.

A cada dia, a cada nova pessoa que conheço e a cada novo lugar que vou, amo mais Bondi. E com os Roosters - que demitiu o técinco do ano passado e fez uma faxina no elenco - classificando-se para as finais, tentei finalmente torcer para eles.



Tudo ia bem, comecei a me identificar com alguns jogadores, principalmente Todd Carney, Sam Perrett, Braith Anasta e Anthony Minichiello, que mora na rua de baixo. Sem contar no amigo Todd Olivier, que jogava no clube quando eles foram campeões pela última vez, em 2002. Porém, o próprio Todd fez eu adiar a minha decisão, conforme podem ver abaixo.

http://www.pablitoaustralia.com/2010/09/sexta-em-melbourne-sydney-e-gold-coast.html

Pois bem, semana passada os Roosters simplesmente destruíram os Titans da Gold Coast, em Brisbane, vencendo por 32 a 6 e classificando-se para a Grand Final. No dia seguinte, Bondi já estava em azul, branco e vermelho. Durante toda essa semana, a coisa só aumentou e só se respira Roosters por aqui.

O jogo começa em duas horas e vinte minutos, os Dragons, que fizeram a melhor campanha durante toda a temporada, são favoritos. Porém, têm a fama de chokers, que num português-esportivo pode ser traduzido como amarelões. Se vão afinar, não sei, é muito mais provável que vençam. Mas oficialmente hoje, exatos 3 anos, 1 mês e 26 dias desde que cheguei na Austrália, finalmente consegui escolher o meu time. Go Bondi! Go Sydney Roosters!

Friday, September 24, 2010

Grand Grand Finals

Em primeiro lugar, preciso admitir: os Roosters jogaram muito ontem à noite e não deram a menor chance para os Titans. Mesmo quando fizeram os seus tradicionais vacilos defensivos, conseguiram se recuperar e demoliram o time da Gold Coast, em Brisbane.



E o que Carney, Perrett, Anasta, Pearce e Minichiello estão jogando não é brincadeira. Sapecaram 32 a 6 e agora chegam com todos os méritos na Grand Final da Rugby League em busca do décimo terceiro título da história. O último foi em 2002. Toddão, parabéns mate! Em sua homenagem: Ão Ão Ão, Roosters é Timão!

O Sydney Roosters enfrentará o vencedor do encontro de hoje à noite entre S. George Dragons e West Tigers. Os Dragons entram como favoritos, mas os Tigers estão em grande fase e, se Benji Marshall mantiver o nível dos último jogos e não der aquela tradicional amarelada que ele dá em decisões, os Tigers podem surpreender.



E daqui a pouco, no Melbourne Cricket Ground, o Maracanã da Austrália (mas com muito mais conforto, claro), Collingwood Magpies e St Kilda Saints disputam a Grand Final do Australian Football Rules, o popular AFL.

O Collingwood, apesar do uniforme com listras brancas e pretas que mais parece um misto de Corinthians com XV de Piracicaba (homenagem ao Fafau), é uma espécie de São Paulo F.C., já que é o clube mais rico da liga, um dos maiores vencedores (14 títulos) e possui a melhor estrutura. Ah, e também é o mais arrogante.



Já o St Kilda, que em 176 anos de história (isso mesmo, 176) venceu somente uma vez, em 1966, tem, talvez, o pior centro de treinamento da liga, mas o uniforme é totalmente São Paulo F.C., em vermelho, branco e preto.

Os Magpies entram como favoritos e com o brasileiro Harry O’Brien (acima). Os Saints, atuais vice-campeões, vão a campo com a bagagem de quem disputou a Grand Final no ano passado e perdeu. E eu, um apaixonado por Melbourne e pelos bares e cafés jazzísticos de St. Kilda, vou com o Tricolor local. Mas que vai ser difícil, vai. Go Saints!

Thursday, September 23, 2010

Sexta em Melbourne, Sydney e Gold Coast Titans

Se este blog fosse em inglês, os assuntos deste post seriam Final, Finals and Grand Final. Como é em português...

O final de semana começa oficialmente daqui a pouco, em Melbourne, com a Super Juliana Frantz e o Samba Cine Club, que hoje exibe “Corisco & Dadá” (1996). História real de um, digamos, genérico do Lampião que causou um bocado no sertão nordestino e entrou para a história como Diabo Loiro. O Samba Cine acontece no 1000€ Bend (361 Little Lonsdale St), o filme começa às 19h30, depois rola forró, xaxado e baião e a entrada é quanto você puder doar. Para mais informações, clique aqui.


Plena segunda em Melba. Em breve tem mais!

Ainda em Melba, a partir das 21h, DJ Hasin comanda a sua tradicional Tupinikings, balada na NUMBER FIVE (6 Queensbridge Square - Southbank) que hoje traz a cantora baiana Dany Maia acompanhada de seu quinteto. Depois, a festa continua até às 3 da matina com muito samba-rock, funk carioca, nova mpb, forró e house music. Ingresso a $15 na porta, $10 antecipado.



Por aqui, tudo começa às 19h45, com o jogo que na verdade acontece em Brisbane. Valendo vaga na Grand Final da Rugby League, os Roosters vão até a Gold enfrentar os Titans. Vai ser um jo-ga-ço! Desde que voltei a morar em North Bondi, tenho tentado torcer para os Roosters, que é daqui, mas não é fácil.

Semana passada, apoiei o time contra os Panthers, o five-eighth Todd Carney é um dos meus ídolos da temporada, pensei em continuar seguindo em homenagem ao amigo Todd Olivier, que já jogou pela agremiação, porém, depois de vê-lo com a camisa do Corinthians no último domingo, abortei temporariamente o projeto.

Sendo assim e sabendo que ele está aprendendo português para passar três semanas no Brasil pescando e secando o Timão, segue uma rápida aula.

Aula de Brasil para Todd Olivier
Mate there is a band in Brazil called Titãs (which means Titans). They are very popular, they've been playing for almost 30 years and their fans always yell Titans! Titans! Titans! on the concert. You should practice it tonight.




Fisicamente em Sydney, partir das 21h, Fernando, Igor e Careca Daresi, o maior torcedor do Gold Coast Titans de NSW, farão a festa semanal que mais bomba na cidade: a Circus, que rola toda sexta na The Eastern (500 Oxford Street) até às 5 da matina.

Lá a fórmula é a seguinte: entrada grátis a noite inteira + drinks acessíveis = estudantes de escola de inglês e backpackers. Com os europeus desembarcando por aqui por conta da alta temporada (leia-se as europeias), isso significa balada cada vez mais florida!



Mas se a ideia é assitir a uma das melhores bandas de Sydney, sem pagar um centavo por isso e ainda tomar as deliciosas Schwartz Dark Bier, Schwartz Wheat, Schwartz Stout, Schwartz Bavarian Red Lager, entre ouras que eles produzem no próprio pub, a dica é seguir até a 42 Wentworth Av, entre o Hyde Park e a Central Station, entrar no Macquarie Hotel e curtir o Samba Mundi, que se apresenta a partir da meia-noite.

A banda, que já é e-p-e-t-a-c-u-l-a-r, hoje terá participação especial de Tiago de Lucca, que se juntará aos colegas de Abuka Trio - Sandro Bueno e Marcello Maio -, além de Giorgio Rojas, Junichi Shiomi e Rafael Hora, entre outros. Diez puntos (pronuncia-se dié púnto). O Samba Mundi toca até às 3h.




Bem, amanhã falo dos dois jogos que faltaram - Dragons x Tigers e a Grand Final do AFL entre Colingwood x St. Kilda -, já que o post ficou grande, o sol está forte e vou descer para a praia.

Thursday, September 16, 2010

Finais e fanfarrões

Imbuído do espírito bandeirante-jesuíta-anglo-saxão-down-under, continuo minha árdua missão de catequisar os brasileiros que vivem na Austrália em relação aos esportes locais (exceto o netball, que desconsidero). Felizmente, essa semana está bem mais simples do que a passada, já que estamos próximos das duas grandes finais.



Hoje, às 19h45, no Melbourne Cricket Ground, Collingwood e Gelong farão o jogo do ano da AFL. O primeiro fez a melhor campanha da temporada enquanto o segundo é o atual campeão, vencedor de dois títulos nos últimos três anos. Jo-ga-ço!



Quem ganhar disputa a Grand Final do próximo sábado contra o vencedor de St Kilda e Western Bulldogs, que se enfrentam amanhã, às 19h20, também no MCG. Acredito que o St Kilda atropela os Bulldogs e pegam o Collingwood na final.

Já na Rugby League, hoje, às 19h45, em Canberra, a sensação Raiders enfrenta o West Tigers. A grande dúvida é se Benji Marshall, aquele que eu falei na semana passada que afina em decisão, joga. Eu acho que sim. Quem passar enfrenta os Dragons na pré-final (o estágio carioca/repescagem entre a semi e a final).



Na outra chave, teremos amanhã Roosters x Panthers. A partida tem tudo para ser um jogaço e vale a pena assistir no Sydney Football Stadium ou em algum pubão (pronuncia-se pâbão). O jogo também começa às 19h45 e o vencedor enfrenta os Titans, em Brisbane, na próxima semana, valendo vaga na Grand Final.

Enquanto isso, Craig Moore, o zagueiro da seleção australiana de futebol que antes da Copa escrevi que batia até na mãe, está preso em Dubai por ter enchido a lata e discutido com policiais. Grande fanfarrão!



Em Dubai, segundo o nosso amigo aeromoço Lucas Furieri (acima e abaixo), é proibido beber na rua e ficar bêbado em público. Não por acaso nosso amigo (e também grande fanfarrão) não sai da piscina do hotel, uma vez que o copo grudou na mão desde que ele desembarcou há cerca de dois meses (ops, não só o copo).



Outro jogador que também deu um chego na cadeia foi o melhor jaqueta 7 da Rugby League, Johnathan Thurston. O capitão dos Cowboys passou a noite de quarta para quinta num cassino, em Brisbane, foi colocado pra fora e depois, após discutir com policiais, passou à noite no xilindró.

O pior foi a minha sobrinha Georgia, quase dois anos, que há algumas semanas finalmente aprendeu a falar o meu nome. Ela, já grande leitora, estava no colo da minha irmã, que abria a internet.



Ao ver a foto do atleta-fanfarrão-meliante com cabelo comprido, barba por fazer e aspecto beberrão, ou seja, desleixo total, Georgita proferiu:



- Pabo!

Tuesday, September 14, 2010

Bolt nos 10 anos das Olimpíadas



Para celebrar os 10 anos das Olimpíadas de Sydney, o governo de New South Wales, juntamente com alguns patrocinadores de peso, farão um grande evento hoje à noite com a presença de ninguém menos do que homem mais rápido do mundo.

É verdade! O jamaicano Usain Bolt desembarcou ontem com a simpatia (e a marra) de sempre, distribuindo sorriso pra todo lado, fazendo pose e, claro, muito merchandising (tchu-tchín!).



Com sede, ele apareceu no saguão do aeroporto tomando um Gatorade da sua linha pessoal (tchu-tchín!). Para não trazer muita mala e pagar excesso de bagagem, ele carregava um par de tênis Puma na mão (tchu-tchín!). Horas depois, muito interessado no dia-a-dia australiano, devorou o Daily Telepraph (tchu-tchín!).



Bolt, o homem que corre 9.58 segundos em 100 metros, ficará poucos dias por aqui, mas a agenda está lotada. O grande momento será hoje à noite, no Sydney Olympic Park, onde vai ser host de diversas corridas, incluindo o Gatorade Bolt, o momento mais aguardado, quando quatro dos maiores jogadores de football (leia-se rugby) da Austrália disputarão os 100m para saber quem é o "footballer" mais veloz do país.



Este é um desafio que acontece todo ano por aqui e, entre as estrelas, terá Greg Inglis do Melbourne Storm, Jarryd Hayne dos Eels, o Wallaby Lachie Turner e Nathan Gardener dos Sharks. O vencedor leva $20,000 do Auburn RSL (algo em torno de $1818 por segundo). Dêem uma olhada nesses dois vídeos.



Go Jarryd!

Thursday, September 9, 2010

Finais da Rugby League e AFL

Tirem as crianças da sala, pois agora é pra valer. Neste final de semana começam as finais da Rugby League. Detalhe: daqui até a decisão, em 3 de outubro, todos os jogos serão transmitidos ao vivo em canal aberto pelo Channel 9. Haja VB!



Os oito times classificados são:

1. St George Illawarra Dragons
2. Penrith Panthers
3. Wests Tigers
4. Gold Coast Titans
5. New Zealand Warriors
6. Sydney Roosters
7. Canberra Raiders
8. Manly Sea Eagles

A grande ausência, claro, é o Melbourne Storm, atual campeão que teve participação apenas figurativa nesta temporada, já que se envolveu em um escândalo salarial e jogou sem disputar pontos (tipo aquele seu irmão mais novo que era café com leite nos jogos do prédio).



A partida de abertura acontece nesta sexta, às 19h45, entre Titans e Warriors. Apesar dos Titans jogarem em casa, acho que os Warriors do meu amigo Paul podem surpreender. Vou torcer pelos kiwis e apostar em uma vitória com margem mínima de diferença.

No sábado, aniversário da Vezita, teremos dois jogos. Às 18h30, Tigers e Roosters se enfrentam no Sydney Football Stadium. Jogo equilibrado, o West Tigers tem Lote Tuqiri, que voltou este ano para a League e está voando, porém, Benji Marshall sempre afina em decisões. Sendo assim, vou com Minichiello, Mitchell Pearcee, Nate Myles e, principalmente, Todd Carney, acreditando que os Roosters do meu amigo Todd Olivier ganham.

Jás às 20h30, os Panthers, mesmo com a ausência do capitão Petero Civoniceva (suspenso), uma versão aborígene e mais técnica do nosso tetracampeão Mauro Silva, irão atropelar os Raiders. Por gentileza, alguém anote a placa.




E no domingo, às 16h, Dragons e Sea Eagles fecham a primeira rodada das finais. Esse jogo terá um sabor de revanche e talvez vingança, já que no ano passado, após fazer a melhor campanha a exemplo deste ano, os Dragons foram eliminados pelo time de Manly. Acredito que domingão a história será completamente diferente, os Dragons, que possuem uma defesa impressionante, têm em Brett Morris, Matt Cooper, Jason Nightingale, Jamie Soward e Ben Hornby o quinteto que pode fazer a diferença e conduzir o time de Illawarra para a grande final.

Veremos!

Enquanto isso, a situação da AFL é a seguinte:

O Collingwood, que tem o brasileiro Harry O’Brien, fez a melhor campanha da fase classificatória e já está na preliminar da final (um estágio entre a semi e a final - coisa de anglo-saxão nascido no Outback). Eles aguardam o vencedor de Geelong e Fremantle, que se enfrentam nesta sexta às 19h45, no MCG. Podem cravar Geelong, o atual campeão, para ganhar com folga.



No sábado, às 19h20, o meu Sydney Swans, único time da cidade na competição, disputará o jogo da vida contra o Western Bulldogs, uma equipe marrenta com jogadores detestáveis. Será muito difícil, principalmente porque o jogo será em Melbourne, mas acho que os Swans consegum um feito heróico vencendo no finalzinho. Quem passar enfrenta o St Kilda, meu segundo time na liga, que na semana passada venceu o Geelong numa espécie de pré-semi-final-com-direito-a-repescagem (coisa de anglo-saxão nascido no Outback), e aguarda de camarote.



Os vencedores destas duas chaves, digamos assim, se enfrentam na grande final.

Sei que parece complicado, o regulamento das finais provavelmente foi feito pelo mesmo cara que faz o do Campeonato Carioca, o único torneio do planeta que 5 times jogam o quadrangular final, e o único do universo que um time foi tricampeão em 2 anos (o Flamengo em 1978/79). Mas no final dá tudo certo e vale a pena acompanhar os jogos, pois são batalhas homéricas. Que vençam os melhores (ou os times nos quais farei uma fezinha)!

Tuesday, July 6, 2010

Vinhos da Noite: Riesling x Tempranillo

Para a maioria, a segunda semifinal da Copa do Mundo que acontece daqui a pouco é o embate entre Alemanha e Espanha. Para outros, é a revanche da última Eurocopa. Entre os eno-beberrões, categoria na qual me incluo, é o encontro da Riesling, a uva símbolo da Alemanha, com a Tempranillo, a uva símbolo da Espanha.


Ir para o Guia de Vinho

Já para os eno-beberrões brasileiros que vivem na Austrália com sérias restrições orçamentárias é a desculpa perfeita para reunir alguns amigos em casa esta noite e tomar duas botejinhas do nosso Guia de Vinho - um Riesling e um Tempranillo, claro - gastando no máximo $41 nas duas garrafas, o que sai $20.50 por boteja.

Coincidentemente, os dois vinhos indicados com essas uvas estão na categoria Para socializar (com os amigos), que é a sugestão de hoje. Não estou falando para ninguém passar a madrugada acordado tomando vinho, muito menos dormir e acordar às 4h28 para ver a partida tomando essas duas garrafas, mas aproveitando o frio ordinário que faz na Austrália e o clima de final de Copa do Mundo, por que não um jantarzinho hoje para esquentar com essas botejas?



Sei que o frio pede vinhos mais fortes e encorpados, mas começar as atividades com o nosso Leo Buring Eden Valley Riesling 2008 ($22) é bem interessante. Para muitos (e eu novamente me incluo), a Riesling é a mais elegante das uvas brancas, e na Austrália ela encontrou na fria região do Eden Valley, em South Australia, seu lar perfeito para crescer.

Muitos brasileiros não guardam boas lembranças de vinhos com qualquer referência à Alemanha, especialmente os da minha geração. Motivo? Nossas mães são marcadas por duas características: em geral são santistas por conta do Pelé e, nos anos 1980, já casadas, acordavam com fortes dores de cabeça em todo 25 de dezembro em virtude das famigeradas garradas azuis, aquelas compridas, de vinho alemão doce e barato que invadiam as ceias natalinas. Estou falando do popular Liebfraumilch, uma das poucas opções de vinho branco disponíveis no mercado, além de grandes bombas. Cada taça já vinha com um bombardeio alemão na cabeça.



Pois bem, felizmente 20 anos se passaram, o Brasil se abriu aos importados de qualidade, e aqui na Austrália temos acesso a Rieslings muito bons e com ótimos preços.

Como é o caso desse da Leo Buring, que, conforme a própria descrição do Guia, é um vinho sem excessos, na medida, com aromas de flor e levemente amanteigado no nariz, bastante mineral na boca e com um sal nada comum no final que é muito agradável. Vinho elegante para agradar em cheio aqueles que torcem o nariz para vinhos muito frutados (ou que tomaram alguma garrafa azul nos anos 1980).



Depois de bebê-lo como entrada ou mesmo acompanhando algum tira-gosto, é hora de um vinho mais encorpado. Aí entra em campo o nosso Brown Brothers Tempranillo 2006 ($19), praticamente o Puyol, jogador da seleção espanhola e do Barcelona que faz um pouco de tudo, movimenta-se bem, preenche todos os espaços e tem muita personalidade. O que é o caso desse Brown Brothers, Tempranillo produzido em Victoria (AUS) que traz aromas de violeta no nariz seguido por um defumado, confirmando os dois na boca e ainda trazendo café. Ideal para acompanhar carnes assadas e condimentadas.



Paola, Toddão, taí a dica para hoje à noite, mas, claro, somente após o State of Origin III. Happy Birthday Mate and go Riesling (2 x 0) and Blues!

Importante: os dois vinhos são encontrados na Vintage Cellars e na Dan Murphys.

Sunday, May 16, 2010

Luto, uma vitória, uma derrota e o Ganso de Chuquinha

Estou de luto!



Começar a semana recebendo a notícia de que Ronnie James Dio, um dos papas do Heavy Metal, passou dessa para uma melhor, é triste. Mas faz parte da vida. Resta saber para onde ele foi: Heaven or Hell?

Tenho certeza de que para o lugar mais infernalmente musical do Céu. Felizmente tive a chance de assistir a dois grandes shows em SP, um solo e outro com o Deep Purple. Gênio! Três "Enter´s" em homenagem.

ENTER
ENTER
ENTER

A vitória fica por conta do nosso Mark Webber, o primeiro australiano a vencer o GP de Mônaco desde 1951, e o primeiro aussie a liderar o mundial de Fórmula 1 desde Alan Jones, em 1981. Se ele tem bala pra conquistar o título da temporada, difícil dizer, mas impossível não é. Seria Mark Webber (os sapos adoram pronunciar o nome dele: U-ééé-ber! U-ééé-ber) o Jessico das pistas?



A derrota fica para o nosso escrete de cricket, que tomou um vareio da arqui-rival Inglaterra na final do Twenty20Twenty World Cup, em Barbados, confirmando a freguesia para a matriz nos últimos anos.

E hoje à noite sai a convocação mais aguardada. Não estou falando da seleção australiana de futebol para a Copa do Mundo, mas do time de New South Wales que disputará o State of Origin de Rugby League contra Queensland, o confronto mais esperado do primeiro semestre.

A grande expectativa é pela convocação de Jamal Idris, o maior homem da Terra, como é chamado, o popular Chuquinha. O cara, uma jamanta, é uma espécie de Ganso (o do Santos, não o primo do pato). Está jogando muito, é um atleta diferenciado, mas é novo (19 anos) e tem pouca experiência.

A dúvida: leva para esquentar o banco, ganhar cancha, talvez entrar e até fazer um grande jogo, ou chama alguém mais experimentado? Até a hora da convocação, nos dias seguintes e após o jogo, só vão falar nisso. Dunga que o diga!

Wednesday, May 5, 2010

Aos amigos corintianos da Austrália

A primeira torcida oficial de um time de futebol nos Eastern Suburbs - exclusiva para jogos da Libertadores da América - nasceu em 22 de maio de 2008, no Coogee Bay Hotel. Nome? Setanta Tricolor. Na ocasião, fomos eliminados pelo Fluminense com um gol do Washington no último lance do jogo. Nossa esperança de gol naquela partida? Adriano.



Hoje de manhã, houve uma tentativa semelhante. Alguns corintianos tentaram formar a Gaviões da Fiel Eastern Suburbs. Fizeram um estardalhaço na véspera, falaram que invadiriam os principais local pubs da área, mas não foi o que aconteceu. Como um entusiasta da Libertadores, juntei-me aos 4 corintianos para acompanhar a partida. Isso mesmo, invasão de 4! A maior esperança de gols contra o Corinthians? Adriano, mais uma vez.

Obviamente não ficarei aqui fazendo chacota e pilherices com a desgraça alheia, mas vendo o sofrimento dos amigos, imaginando a dor de tantos outros corintianos que vivem na Austrália como, por exemplo, o ícone maior Roberto Banana, figuras como Alexandre Rubial, Balu e Gustavo Durasi, entre tantos outros bravos torcedores, fica aqui o meu apoio e uma dica.

Não percam amanhã o tradicional VB Test Match de Rugby League, envolvendo Austrália x Nova Zelândia, ao vivo, a partir das 20h, no Channel 9. Vai ser um jogaço! O escrete aussie entrará com craques como Billy Slater, Brett Morris, Greg Inglis, Jarryd Hayne Winger, Darren Lockyer e Cameron Smith. Já os kiwis vêm com niguém menos do que Benji Marshall, Adam Blair, Kieran Foran, Issac Luke, Sika Manu e Steve Matai. Imperdível!