Na edição da Radar Magazine que está nas ruas, entrevistei ninguém menos do que o grande Les Murray, também conhecido como Mr. Football, o homem que é a cara do futebol na Austrália. Trabalhando há 30 anos na SBS Television e com sete Copas do Mundo no currículo, perguntei a ele quais foram os principais erros da seleção australiana na Copa da África do Sul, disputada no ano passado, e ele respondeu:
Más decisões do técnico Pim Verbeeck no primeiro jogo (contra a Alemanha). Pim Verbeeck não entendeu a mentalidade australiana, que é muito diferente da europeia, por exemplo. Você não pode falar para um jogador australiano que ele não é bom o suficiente para vencer a Alemanha, pois ele acredita que pode. Você tira a força mental dele. Gus Hiddink, o técnico anterior, compreendeu isso e foi pra cima do Brasil na Copa de 2006. Tudo bem, a Austrália perdeu por 2 a 0, mas dominou a maior parte do jogo. Eles não eram defensivos. Já Verbeeck armou o time com dez jogadores dentro da área e eles se revoltaram no vestiário, não queriam ir para o jogo, precisou um oficial da FIFA bater na porta e avisar que era hora de ir, senão perderiam a partida. Os jogadores estavam totalmente confusos.
Ontem, Austrália e Alemanha se enfrentaram pela primeira vez desde o chocolate de 4 a 0 em Durban. Antes do plério, Holger Osieck, técnico da Austrália nascido na Alemanha, disse que os Socceroos entrariam em campo para vencer - postura totalmente diferente do covarde Verbeeck.
Jogando na Alemanha, os Socceroos sofreram gol de Mario Gómez (o jogador, não o ator) aos 26 minutos do primeiro tempo, empataram com um belíssimo gol de Carney aos 16 do segundo e viraram 3 minutos depois com um pênalti pessimamente batido pelo lateral Wilkshire, alcançando a primeira vitória australiana na história diante da Alemanha.
Les Murray, claro, matou a charada como poucos, enquanto Holger Osieck mostrou que está conduzindo os Socceroos no caminho certo. Com Brasil 2014 como objetivo principal, tudo o que tenho a dizer é "abaixo a covardia, vamos jogar futebol". E isso serve pra todo mundo!
Se você não sabe o que se comemora hoje na Austrália, clique aqui e descubra a origem deste porre cívico. Como é o meu quarto Australia Day, precisamos seguir em frente.
Conforme predito no blog, em 15 de maio de 2010, Jessica Watson, a Amyr Klink de saias, a pessoa mais jovem do mundo a circunavegar o planeta sozinha, sem parar, sem os pais e sem assistência, foi escolhida Young Australian of the Year. No referido post, escrevi que ela seria apontada Australian of the Year de 2011, portanto, bateu na trave.
Todo ano, durante as celebrações, são nomeados o australiano do ano, o mais jovem australiano do ano, o veterano, o herói local, o melhor imitador de canguru, essas coisas. Na foto acima, Jessica fez até biquinho ao posar ao lado do empreendedor e filantrópico Simon McKeon, o grande vencedor de 2011.
Historicamente, o Australia Day sempre traz algum assunto relevante ou polêmica à tona. Neste ano, os temas da vez são república e bandeira. A primeira foi levatada pelo apresentador de tv britânico Michael Parkinson, que discursou a convite do Australia Day Council of NSW, na última segunda-feira, e questionou se a Austráia não deveria se tornar uma república assim que a Rainha Elezabeth morrer ou abdicar do trono. A discussão está no ar e hoje cedo, no rádio, ouvi um ótimo texto de um acadêmico durante um fórum chamado Yes we’re still a monarchy but it’s not my fault.
Quanto à bandeira, o assunto já está pegando fogo. Quize Australians of the Year escolhidos desde os anos 1960 declararam ontem serem a favor de uma nova bandeira para o país. Isso mesmo! Existe uma organização chamada Ausflag, que luta pela adoção de uma bandeira "verdadeiramente australiana", refletindo muito mais valores genuinamente australianos do que a atual. E esta mudança também iria na direção da adoção da república. Abaixo, é só uma ilustração, e não uma sugestão, baseada na bandeira aborígene e no principal símbolo do país.
Polêmicas à parte, o país amanheceu hoje com duas boas notícias. A primeira veio do Catar, com a seleção australiana de futebol goleando o Uzbequistão por 6 a 0, pela semi-final da Asian Cup, e classificando-se pela primeira vez para a final (é a segunda participação da Austrália no torneio). Os Socceroos disputarão a grande final na madrugada de sábado para domingo, contra o Japão.
E de Hollywood, três atores australianos foram indicados ao Oscar 2011. São eles: Jacki Weaver (melhor atriz coadjuvante por Animal Kingdom), Nicole Kidman (melhor atriz por Rabbit Hole) e Geoffrey Rush (melhor ator coadjuvante por The King's Speech).
Em clima de redação, já que agora estou com cafeteira nova e rádio-relógio no quarto, o que promoveu o recinto de escritório para redação, vamos às últimas:
Em partida disputada no estádio Jassim Bin Hamad, o popular Hamadão, em Doha, a Austrália venceu nessa madrugada o Bahrain por 1 a 0, gol do volante Mile Jedinak (de novo), e terminou a primeira fase do grupo C da Asian Cup na liderança. Coreia do Sul ficou em segundo. No domingo, os Socceroos enfrentam o segundo colocado do grupo D, que poderá ser Iraque, Emirados Árabes ou Coreia do Norte. Meu palpite? Iraque!
Também na madrugada, o tenista argentino Aracy Nalbandian, ops, David Nalbandian, venceu o australiano mais mala do terceiro continente à sua escolha, Lleyton Hewitt, por 3 sets a 2, num jogo fantástico que terminou com um lobby épico após um ponto mesopotâmico. Ufa! Resultado: minha manhã de trabalho foi arruinada, uma vez que para me manter acordado após a meia-noite, passei a transitar entre o resto de um Merlot da geladeira, duas Tooheys New e um cafezinho.
A decepção de ontem ficou por conta do nosso glorioso Marcos Daniel, o tenista brasileiro com nome de cantor sertanejo que foi a grande piada do dia ao abandonar o jogo contra o apache Rafael Nadal. Parciais de 6 a 0 no primeiro set, 5 a 0 no segundo e provavelmente 10 a 0 se permanecesse no terceiro. Ver-go-nha!
Neste exato momento, Fernando Verdasco, que perdia por 2 sets a 1 e chegou a ter match point contra, conseguiu defendê-lo, venceu o set igualando em 2 a 2 e agora vai com tudo pra cima do sérvio Tipsarevic. Sou Verdáco, como nós, espanhois, pronunciamos.
Hoje à noite, a partir das 19h, a australiana nascida na Sérvia de pai maluco, Jelena Dokic, enfrenta a tcheca Barbora Zahlavova Strycova. Jogo difícil pra ela e muito mais complicado para o locutor, que precisará pronunciar Barbora Zahlavova Strycova pelo menos 978 vezes.
Na sequência, Roger Federer enfrenta o francês Gilles Simon. Jogaço que, para compensar a ausência do Merlot e das Tooheys geladas de ontem, espero que o Federer liquide a fatura até às 22h.
Por último e absolutamente menos importante, hoje o Channel 10 começa a exibir Oprah's Ultimate Australian Adventure, série de cinco programas que vai até domingo. A pergunta que não se cala, é:
Quantas vezes ouviremos "Ai lóv Óuustrélia!!!"?
E só para não perder as últimas do Brasil, vamos a três notícias do Terra:
Primeira eliminada, Ariadna revela que é transexual
Ariadna? Pelo jeito, a troca de sexo não foi a única decisão difícil na vida da moça/moço. Fico imaginando no cartório: Adriana, Ariana, Andrea, Adria... hummm
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Comparado a Maradona, Neymar se diz lisonjeado e espera assédio
Até o Daniel Ortega já foi comparado ao Maradona, portanto, "menas".
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Meia diz que rejeitou Vasco por não ser "das maiores equipes"
Conforme antecipado no melhor estilo Pai Dinah aqui no blog, nessa madrugada a seleção australiana empatou com a Coreia do Sul em 1 a 1, em jogo válido pela Asian Cup, disputada no Catar. Os coreanos abriram o placar aos 24 minutos do primeiro tempo e os Socceroos empataram aos 17 do segundo, tento anotado pelo volante Jedinak.
Com o empate, a Austrália lidera o grupo C com 4 pontos, seguida pela Coreia, também com 4. A Austrália volta a campo na madrugada de terça para quarta-feira, contra o Bahrain. Um empatezinho será suficiente para avançar à segunda fase, mas os Socceroos vão ganhar.
Lembrando que daqui a pouco, a partir das 14h, começa o segundo dia do Jazzgroove Summer Festival, que rola em três ótimas casas da City e uma em Redfern. Sendo sabadão, com esse dia abafado e nublado, já vi que às 15h30 abrirei o bar ao som de Eastside FM Vinyl Jam, no The Excelsior. Lili, Vivi, Rapha, Mau, Su, Kali, Andres, Paola, Rafa, Fabi, ou seja, Bloco do Sassarico, quem está dentro?
Saturday 15 January 2011 2.00pm Julien Wilson Quartet Redfern Town Hall 3.30pm Eastside FM Vinyl Jam The Excelsior F 4.00pm Julien Wilson Quartet Redfern Town Hall F 4.30pm The Swinging Blades The Excelsior F 7.00pm The Fantastic Terrific Munkle Venue 505 8.30pm Translators Ravál @ The Macquarie 8.30pm The Felas The Excelsior 8.30pm Simon Ferenci Quartet Venue 505 9.30pm My Goodness McGuiness Downstairs @ The Macquarie F 10.00pm Dereb the Ambassador The Excelsior 10.00pm Matt Keegan Venue 505 10.30pm Kirsten Berardi Ravál @ The Macquarie 11.30pm Briana Cowlishaw Downstairs @ The Macquarie F
O simpático f no final significa free, grátis, na faixa, no vasco...
Pra fechar, um lembrete do patrocinador, que está com banner novo no blog.
Caro estudante internacional, você que vai começar nesta segunda-feira, 17 de janeiro, a estudar em um curso vocacional na nossa gloriosa Academies Australasia, fique atento aos seguintes itens:
- Esteja na George Street, 505 (prédio do cinema), às 9:15 da matina munido de seu passaporte e cópia do COE (Confirmation of Enrolment).
- Nesse dia, você participará do orientation day, receberá o manual do estudante, vai tirar uma foto digital para a sua carteirinha (portanto, sorria) e ainda ganhará uma mochila.
- Nesse mesmo dia, não haverá aula, apenas a escolha do seu timetable e preenchimento de seus dados para que o Departamento de Imigração saiba que você começou a estudar na Austrália.
- Você também contará com o auxílio do pessoal da Academies Australasia, incluindo, é claro, a simpatia do gerente de marketing Erick Paixão.
A Austrália estreou bem na Copa da Ásia de futebol, nessa madrugada. Sim, a Austrália estreou nessa madrugada e, sim, a Austrália, que vive na Oceania, disputa a a competição asiática.
Motivo? Cansada de enfrentar seleções como Samoa, Ilhas Cook e Vanuatu, a Austrália deixou a associação de futebol da Oceania e passou a integrar a da Ásia, em janeiro de 2006, em busca de competições com nível técnico mais elevado - além de mais dólares, claro.
Na primeira edição, em 2007, os Socceroos foram eliminados pelo Japão, nas quartas-de-final. Agora a pouco, abrindo a participação no grupo C contra a Índia, a Austrália goleou por 4 a 0 com gols marcados por Tim Cahill (2), Harry Kewell e Brett Holman. A partida foi disputada em Doha, Catar, país que sediará a Copa do Mundo de 2022, aquela mesmo que a Federação Australiana de Futebol tentou levar e perdeu feio.
O atacante Tim Cahill, que vem fazendo excelente temporada pelo Everton, da Inglaterra, e está em grande forma, dedicou seus dois gols para as vítimas das inundações de Queensland, onde a situação melhora um pouco em uma região e se torna um desastre em outra.
Ontem, em apenas uma hora de chuvas torrenciais, a cidade de Toowoomba foi totalmente inundada. Quatro pessoas morreram e onze estão sumidas. No total, foram confirmadas 12 mortes no estado e 72 pessoas estão desaparecidas desde que as inundações começaram no final de dezembro.
A preocupação agora é Brisbane, que deverá ser atingida nas próximas horas e ter o Brisbane River, que corta a cidade, alcançando níveis recordes. Cerca de 30 subúrbios poderão ser afetados, assim como cerca de 6.500 propriedades até quinta-feira. Desde a manhã, as pessoas que chegam ao trabalho são mandadas de volta para casa e nas últimas horas o centro da cidade começou a ser esvaziado. O governo, em todos os níveis, já está mobilizado na região e recebendo auxílio internacional.
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A Austrália volta a campo à 0h15 de sexta para sábado, em Doha, onde enfrenta a Coreia do Sul, um dos pesos pesados do continente. Jogo duro com cara de empate.
Imbuído do espírito bandeirante-jesuíta-anglo-saxão-down-under, continuo minha árdua missão de catequisar os brasileiros que vivem na Austrália em relação aos esportes locais (exceto o netball, que desconsidero). Felizmente, essa semana está bem mais simples do que a passada, já que estamos próximos das duas grandes finais.
Hoje, às 19h45, no Melbourne Cricket Ground, Collingwood e Gelong farão o jogo do ano da AFL. O primeiro fez a melhor campanha da temporada enquanto o segundo é o atual campeão, vencedor de dois títulos nos últimos três anos. Jo-ga-ço!
Quem ganhar disputa a Grand Final do próximo sábado contra o vencedor de St Kilda e Western Bulldogs, que se enfrentam amanhã, às 19h20, também no MCG. Acredito que o St Kilda atropela os Bulldogs e pegam o Collingwood na final.
Já na Rugby League, hoje, às 19h45, em Canberra, a sensação Raiders enfrenta o West Tigers. A grande dúvida é se Benji Marshall, aquele que eu falei na semana passada que afina em decisão, joga. Eu acho que sim. Quem passar enfrenta os Dragons na pré-final (o estágio carioca/repescagem entre a semi e a final).
Na outra chave, teremos amanhã Roosters x Panthers. A partida tem tudo para ser um jogaço e vale a pena assistir no Sydney Football Stadium ou em algum pubão (pronuncia-se pâbão). O jogo também começa às 19h45 e o vencedor enfrenta os Titans, em Brisbane, na próxima semana, valendo vaga na Grand Final.
Enquanto isso, Craig Moore, o zagueiro da seleção australiana de futebol que antes da Copa escrevi que batia até na mãe, está preso em Dubai por ter enchido a lata e discutido com policiais. Grande fanfarrão!
Em Dubai, segundo o nosso amigo aeromoço Lucas Furieri (acima e abaixo), é proibido beber na rua e ficar bêbado em público. Não por acaso nosso amigo (e também grande fanfarrão) não sai da piscina do hotel, uma vez que o copo grudou na mão desde que ele desembarcou há cerca de dois meses (ops, não só o copo).
Outro jogador que também deu um chego na cadeia foi o melhor jaqueta 7 da Rugby League, Johnathan Thurston. O capitão dos Cowboys passou a noite de quarta para quinta num cassino, em Brisbane, foi colocado pra fora e depois, após discutir com policiais, passou à noite no xilindró.
O pior foi a minha sobrinha Georgia, quase dois anos, que há algumas semanas finalmente aprendeu a falar o meu nome. Ela, já grande leitora, estava no colo da minha irmã, que abria a internet.
Ao ver a foto do atleta-fanfarrão-meliante com cabelo comprido, barba por fazer e aspecto beberrão, ou seja, desleixo total, Georgita proferiu:
Este, sem dúvida, será o maior esquenta de todos os tempos da próxima semana. Antes de mais nada, domingão, 20 de junho, é aniversário da minha irmã Paloma, a mãe dos gêmeos. Parabéns, Pá!
Bem, mas a fanfarra em verde e amarelo (no caso desta, green and gold) começa daqui a pouco, à meia-noite, com Austrália x Gana. É ganhar, ganhar ou, na pior das hipóteses, golear. Se empatar ou perder, aí somente em 2022, em casa.
Passado o aperitivo da madrugada, o esquenta deste domingo começa com a Festa Junina do BraCCA, a mais tradicional destas bandas. A exemplo de 2009, este ano também será no Fraser Park, das 11 às 18h, na sede do clube português (100 Marrickville Road - próximo à Sydenham Station). Vai ser bem bacana, a entrada custa somente $5 e terá muita comida típica (além de drinks e Canarinhos, é claro).
De lá é seguir para o meu novo local pub número 1, o Beach Road, onde o Cultura Bondi trará Samba Groove das 18h às 22h com entrada grátis. Mas é só o começo! O próximo destino? Darling Harbour, onde vocês podem escolher entre as opções fan outdoor ou fan-farra indoor.
A opção fan outdoor é o International Fifa Fun Fest, que desde às 21h30 estará mostrando Eslováquia x Paraguai, à 0h passa para Itália x Nova Zelândia e à 4h30 Brasil-sil-sil x Costa do Marfim (ou Ivory Coast - como eles dizem aqui). Ontem fui lá e vi Alemanha 0 x 1 Sérvia. Está simplesmente sen-sa-cio-nal. Méritos de Joseph Blatter e Flávia Fontes.
Aliás, uma pausa: vocês lembram o que escrevi sobre os "Tambores da África"? Vocês acham que as chances perdidas pela Alemanha e o pênalti pessimamente batido foram coincidências? E o frango do goleiro inglês seguido pelo empate com a Argélia? O que falar de Suíça 1 x 0 Espanha - a favorita? E Itália, França, Portugal... os colonizadores e quem tem acertos de contas históricos estão perdidos!
Voltando: a opção fan-farra indoor será na Home, onde acontece a festa oficial dos brasileiros em Sydney com direito a samba ao vivo, telão, DJ's, enfim, a partir das 23h a festa vai rolar solta e só terminará por volta das 6h30 da segunda-feira, com o apito final seguido de um heróico e retumbante call sick. Um oferecimento Baluart, Fibra e Dunga. Entrada 20 doletas.
Já para os conservadores, a dica é: Pablito na SBS. Isso mesmo! O jogo começa às 4h30, mas a partir das 4h, na Rádio SBS 2, estarei nos estúdios comentando a partida ao lado de Milton Rocha e Rafael Aiolfi, além de Raphael Brasil-sil-sil, que estará congelando em Darling Harbour entrevistando a galera.
A coisa é simples: entramos no ar às 4h, depois passamos para a Rádio Bandeirantes com o grande José Silvério, que transmitirá direto da África, voltamos no intervalo, Silvério narra mais 45 minutos com comentários de Mauro Beting, e retornemos no pós-jogo até às 7 da manhã, ouvindo as coletivas, comentando e tomando quantidades industriais de cafezinho da SBS.
De lá, como bom estudante internacional, sigo para a escola, onde às 9h15 apresentarei um plano de marketing de 15 minutos para uma banca examinadora e, se sobreviver, entro de férias escolares até meados de julho, aumentando a cota de Copa do Mundo e fanfarra. Brasil-sil-sil!
Como o assunto é fan-farra, Vlad ao fundo.
Rádio SBS 2 On digital radio: 97.7FM Sydney, 93.1FM Melbourne, 105.5FM Canberra
Enquanto nosso intrépido ditador Kim Jong Il se prepara para medir forças com mais uma nação capitalista, por aqui entro nos preparativos para a jornada dupla de hoje à noite, que começa às 21h e só termina às 7h da manhã. Tudo, claro, em nome do World Game, como o futebol é chamado por essas bandas.
Antes de mais nada, para que os amigos parem de bombardear o meu email com piadinhas sobre a humilhante sapecada que a seleção australiana tomou da Alemanha, segue texto que escrevi na Radar Magazine com alguns sinais que antecederam a goleada.
Bem, mas a minha jornada particular começa às 21h30 na 89.7 Eastside Jazz FM, onde participarei do Vibez Brazil de hoje. No programa semanal de música brasileira, apresentado esta noite pelo Mau, comentarei sobre a Copa do Mundo, trazendo, entre outros assuntos, o jogo de amanhã, a situação de alguns grupos, o vexame dos Socceroos e Diego Armando Maradona. No Brasil, o programa vai ao ar das 8h30 às 10h30 da manhã desta terça e vocês podem ouvir por aqui.
De lá, conforme falei em posts anteriores, sigo para a SBS, onde vou me juntar à equipe da rádio que trabalhará em Brasil x Coreia do Norte. O negócio é o seguinte: a partir das 4h da matina, o time liderado pela Beatriz Wagner vai a campo com Rafael Aiolfi como âncora, Raphael Brasil como repórter em Darling Harbour (Rapha, leva casaco) e Milton Rocha e yo como comentaristas.
Conversaremos até às 4h30, quando entra a transmissão da Rádio Bandeirantes, provavelmente na voz do grande José "eeee queeeee golaaaaaaaço" Silvério. Uma honra! Voltemos no intervalo e ao término da partida, fechando a transmissão.
Para quem está por aqui, poderemos ser ouvidos na Rádio SBS 2, sintonizada em 97.7 FM Sydney, 93.1FM Melbourne e 105.5FM Canberra. Para os amigos e familiares do Brasil, poderemos ser ouvidos ao vivo via internet a partir das 15h da terça-feira (horário de Brasília) aqui (ao clicar, aparecerá um link direto para a transmissão).
Portanto, a dica é: liguem a TV, abaixem o som e vão de SBS/Rádio Bandeirantes, com Vibez de esquenta!
Já para os fanfarrões, duas mesopotâmicas festas acontecerão em Darling Harbour. A primeira é a 100% brasileira organizada pela Fibra/Baluart que acontecerá na Home, a partir das 23h, com samba ao vivo, batucada e dj's. São esperadas mais de 1500 pessoas e o ingresso custa somente $10 na Ozzy Study Brazil.
Ou então, há a opção de ficar ali mesmo em Darling Harbour no International Fifa Fan Fest, evento que está bombando, tem 4 telões gigantes (sendo 3 sobre a água da baía) e que na última segunda juntou 20 mil pessoas. A vantagem: é grátis. A desvantagem: está frio pra caramba.
De qualquer maneira, vejam, escutem, aproveitem e que façamos uma boa estreia!
Ontem à noite, os Socceroos fizeram o primeiro amistoso em território africano antes da estreia na Copa do Mundo. O adversário foi a Dinamarca e o estádio provavelmente pertencia a uma universidade ou algum fazendeiro rico, pois além de ser no meio do nada, toda tentativa de lançamento ia direto para a linha de fundo ou para as mãos dos goleiros, de tão reduzido.
Primeiro tempo A Austrália não jogou nada, mas jogou bem melhor do que na semana passada. Ela foi totalmente dominada pela Dinamarca, que tem um bom toque de bola mas não conseguiu ameaçar nosso arqueiro Mark Schwarzer. Resultado: 0 a 0 fraco, sem lances de perigo. Na verdade, teve um no finalzinho para a Austrália, mas pela chatice não contabilizo.
O principal problema era a meia cancha. Com Emerton e Kewell contundidos, a criação ficou por conta de Cahill e Bresciano, o que acabou não acontecendo, pois o primeiro ainda se recupera de lesão e o segundo não tem esse perfil. Sem ligação, o atacante Kennedy batia cabeça lá na frente e não conseguia dominar a bola nas raras vezes em que ela chegava... quadrada.
Segundo tempo A segunda etapa começou bem melhor, apesar do mesmo problema na criação. A bola simplesmente não parava na meia cancha, que era ocupada por um monte de caras que não conseguiam fazer a bola chegar redonda no único atacante.
Porém, o time já não foi tão dominado pelos dinamarqueses, conseguiu trocar mais passes, o volume de jogo aumentou e até surgiram algumas oportunidades, como a aproveitada pelo atacante Joshua Kennedy, que recebeu na área, deu um balão pra cima e pegou na volta acertando esse belo chute abaixo.
Um alerta para a estreia: se o zagueiro Moore não baixar o ímpeto, vai ser expulso na primeira dividida contra os alemães. O que o homem distribui de pontapé não é brincadeira!
Outro amistoso interessante foi Holanda x Gana. A primeira é adversária de estreia da Dinamarca no grupo E, enquanto a segunda está no grupo da Austrália. Jogando em Roterdã , os holandeses sapecaram 4 a 1 nos africanos, o que é bom para nós. Aliás, no papel, a Holanda tem um dos times mais fortes e potencial para jogar o futebol mais vistoso, o que não significa que necessariamente vai levantar o caneco. Já a Austrália... vamos aguardar o próximo amistoso, contra os Estados Unidos, sábado, às 22h (AET).
Pela terceira vez consecutiva, Mark Webber vai largar na pole position. Sim, Red Bull dá asas e o o australiano está voando. Não duvido que seja a primeira vez na história que um aussie faz três poles seguidas. Pesquisarei! E não vou duvidar se, caso ele ganhe o GP da Turquia hoje à noite, também seja a primeira vez que um australiano vença três corridas na sequência.
O homem é o líder da temporada com 78 pontos. Em segundo vem o alemão Sebastian Vettel (78), em terceiro o espanhol Fernando Alonso (75) e em quarto o britânico Jenson Button (70).
Grid do GP da Turquia 1º Mark Webber (AUS/Red Bull) 2º Lewis Hamilton (ING/McLaren) 3º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 4º Jenson Button (ING/McLaren) 5º Michael Schumacher (ALE/Mercedes) 8º Felipe Massa (BRA/Ferrari) 15º Rubens Barrichello (BRA/Williams) 22º Bruno Senna (BRA/Hispania)
Duas adversárias da Austrália na primeira fase da Copa do Mundo entraram em campo agora a pouco. A primeira foi a Sérvia, que recebeu a nossa vizinha Nova Zelândia e foi derrotada por 1 a 0.
Sim! Os mesmos kiwis que perderam injustamente para a Austrália na semana passada, venceu o último adversário dos Socceroos no grupo D na casa deles. O gol foi marcado pelo atacante Shane Smeltz, do Gold Coast United. A Nova Zelândia está no grupo F, ao lado de Itália, Paraguai e Eslováquia, e começo a achar que os All White podem surpreender e passar para a segunda fase.
A Alemanha, o primeiro adversário da Austrália na Copa do Mundo, acaba de vencer a Hungria, na casa deles, por 3 a 0, com gols de Podolski, Mario Gómez (sem alusões ao Luca de Verede Tropical) e ele mesmo, Cacau, o brasileiro naturalizado alemão que entrou no segundo tempo e deu mais um passo para se garantir entre os 23 que disputarão o mundial. Aliás, de alemão, o nosso glorioso Claudemir Jerônimo Barretto (foto acima) só tem o passaporte!
A Austrália acaba de vencer a Nova Zelândia por 2 a 1. Quem não viu o jogo pode pensar: deu a lógica, os Socceroos têm muito mais time, são mais experientes e venceram tranquilos. Não foi nada disso.
O primeiro tempo constrangeu. Tá certo que a Austrália jogou desfalcada do goleiro Schwarzer e dos titulares Harry Kewell, Brett Emerton, Luke Wilkshire, Scott Chipperfield e Josh Kennedy, mas o futebol apresentado foi bem abaixo do esperado. Em 45 minutos, o máximo que conseguiram foi tirar o meia Leo Bertos de campo.
Primeiro numa entrada criminosa do volante Vicenzo Grella, que ficou no lucro ao receber somente um amarelo. Depois com o melhor do time, Tim Cahill, que acertou a outra perna do neozelandês, tirando-o da partida. Sendo um jogo amistoso às vésperas da Copa do Mundo, duas entradas vergonhosas.
Vince Caligiuri
Quem dominou as ações foram os visitantes, que aproveitando-se da lentidão dos australianos, chegavam mais no ataque e abriram o placar aos 16 minutos com Chris Killen, após bola alçada na área que desviou num companheiro e confundiu a defesa australiana. Foi só.
No segundo tempo, a Austrália voltou melhor. O técnico Pim Verbeek fez várias substituições e o time passou a tocar a bola com mais velocidade, jogando mais próximo da área adversária. Aos 12 minutos, em boa trama pela direita, a bola sobrou dentro da área para o jaqueta 10 Dario Vidosic, que pegou de primeira batendo para o chão. Belo gol.
Após o empate, o ritmo caiu novamente, poucas chances foram criadas e quando parecia que nada mais aconteceria, Carl Valeri meteu uma bola sensacional para Brett Holman, que virou a partida já nos acréscimos, liquidando os neozelandeses e garantindo uma vitória, cai entre nós, nada merecida.
Final das contas, 2 a 1 Austrália, que vai precisar evoluir muito se quiser passar da primeira fase. O próximo amistoso, na África do Sul, contra a forte Dinamarca, vai ser um ótimo teste. Já a Nova Zelândia, apesar de ter jogado muito acima do que eu esperava, terá motivos de sobra para comemorar se conseguir arrancar um empatezinho de Itália, Paraguai ou Eslovênia no grupo F.
Hoje à noite, as seleções de futebol da Austrália e Nova Zelândia fazem o último amistoso antes de embarcarem para a África do Sul. A partida será no Melbourne Cricket Ground, às 19h30, e vai ser a primeira transmissão em 3D da história da televisão australiana (caso não tenha FOXTEL e uma TV HD 3D, confira a programação do seu local pub - estaremos no Robin Hood).
Photo: Vince Caligiuri
Os Socceroos, que já não são uma potência, jogarão desfalcados de alguns dos principais jogadores como o ex-meia do Liverpool Harry Kewell e o centroavante Joshua Kennedy. Já o goleiro Mark Schwarzer e os meias Brett Emerton e Tim Cahill, a estrela do time, são dúvidas. Mas eles devem passar pelos All Whites, que são muito menos potência ainda.
A Austrália vai para a sua terceira Copa do Mundo (1974 e 2006), enquanto a Nova Zelândia para a segunda (1982). Ambas já enfrentaram o Brasil na competição. A Nova Zelândia, em 1982, perdeu por 4 a 0 (gols de Zico <2>, Falcão e Serginho Chulapa), e a Austrália, na última edição, foi derrotada por 2 a 0 (gols de Adriano e Fred).
A Austrália ainda fará dois amistosos antes da estreia contra a Alemanha, em 14 de junho, pelo grupo D. O primeiro diante da Dinamarca, em 2 de junho, e na sequência contra os Estados Unidos, em 6 de junho.
O provável time titular para a Copa é: Schwarzer (Fulham), Chipperfield (Basel), Neill (Galatasaray), Moore e Wilkshire (Dinamo Moskva); Grella (Blackburn Rovers), Culina (Gold Coast United), Emerton (Blackburn Rovers), Cahill (Everton) e Kewell (Galatasaray); e Kennedy (Nagoya Grampus). O técnico holandês Pim Verbeek joga no 4-2-3-1, com 4 jogadores na defesa, dois volantes, três meias de ligação e um atacante.
Além da Alemanha, também estão no grupo Sérvia e Gana.
A pergunta que não quer se calar é: irão os All Whites fazer o tradicional hacka antes do jogo?
Galera, não dói, não mata e não tem contra-indicação.
Há pouco mais de 15 dias do início da Copa do Mundo (sou jornalista, não sei fazer a conta exata de quantos faltam), segue uma ótima dica de leitura:
15 Days In June: How Australia Became a Football Nation (Hardie Grant Books)
Nesse livro, o jornalista especializado em futebol Jesse Fink conta sua experiência acompanhando os quatro jogos da seleção australiana na Alemanha, durante a Copa do Mundo de 2006.
Jesse detalha cada partida e os bastidores, incluindo a derrota para o Brasil por 2 a 0 e a sofrida eliminação para a Itália, nas oitavas-de-final, quando os futuros campeões venceram no último lance do jogo em um pênati mais do que mandrake.
Jesse vai além e retoma a dura classificação para essa Copa, em novembro de 2005, quando os Socceroos conquistaram a vaga nos pênaltis batendo o meu Uruguai, em Sydney. Feito histórico, já que não participavam de um Mundial desde 1974.
Ele também mostra a resistência no país em relação ao soccer, os avanços conquistados nessa área (principalmente com o desempenho na última Copa) e os interesses por trás da mudança da Football Federation Australia para a Asian Football Confederation, ocorrida em primeiro de janeiro de 2006, que transformou a Austrália em um país asiático no mapa-mundi do futebol.
No final tem uma relação bem bacana com todos os jogadores que passaram pela seleção australiana desde 1922, incluindo o nosso grande Agenor Muniz (abração, mestre!).
O livro está à venda nas principais livrarias e pode ser encontrado e retirado gratuitamente nas bibliotecas públicas.
Aqui na Austrália é assim. Em certos horários, você sempre encontra produtos com preços reduzidos (e ainda frescos, claro). Isso ocorre principalmente à noite, mas é possível achar a qualquer hora.
Após uma degustação monstra de Pinot Noir na terça (pra eu falar monstra, podem ter certeza, foi), e uma excelente noite na quarta ao som do Abuka Trio, ontem, a única coisa que eu queria era ficar em casa. E, já terminado todos os textos do dia por volta das 17h47, por que não preparar um jantar um pouco mais, digamos, princeso?
Abri o armário da cozinha (o meu) para ver o que tinha. A cena não era das mais animadoras: café Pilão, pão de fôrma no final, arroz, chás, Vegemite (si, me gusta), Weet-Bix (o cereal matinal oficial dos Socceroos) e meio pacote de arroz arbório, o que foi uma luz no fim do túnel. Peguei.
Tendo um potencial risoto em mãos, a grande questão era: do quê?
Abri a geladeira e a situação também não estava nada animadora. Sendo hoje o dia de receber, ela não apresentava muita opção além do trivial do dia-a-dia. Abri o freezer. Ops, outra luz. Cinco duplas de chorizo do meu supplier oficial, a Barbiecrew. Passei a ter um potencial risoto de chorizo. Mais! Como havia feito a outra metade do arbório há uns dias, sobraram dois containers com o stock, o famoso caldo. Ou seja, praticamente o goleiro, a zaga e o centroavante. Faltava apenas o meio-cancha para dar a liga. E é aí que entra em campo o supermercado com preços reduzidos.
Subi para Bondi Junction como um franco atirador. A ideia era simples: achar alguma delicinha que desse liga gastando o menos possível. Afinal, na volta para casa teria uma parada estratégica em um bottle shop.
Tendo o chorizo como atacante, arisco, nervoso, precisava de um meio-cancha mais técnico, classudo, que cadencie o jogo, desses jaquetas 10 que não se têm mais atualmente. Bem, o Corinthians tem, o Danilo, mas o Mano não sabe usá-lo. Enfim, fui direto para os queijos, pois estava com a sensação de que era ali que eu acharia a peça que faltava. E não deu outra!
Na Austrália, temos o gorgonzola, mas é muito mais comum encontrarmos o blue cheese. É ele que usamos para subtituir o gorgô. Já o brie é o brie. Eu não misturaria um gorgonzola com um chorizo, principalmente tratando-se de um risoto, mas quando vi um blue brie, achei interessante. O brie por si só seria perfeito, daria aquela liga para o chorizo, bem ao estilo Danilo, mas o brie puxado para o blue, que eu nunca tinha visto, me pareceu uma espécie de Zidane, que além de distribuir o jogo, chega com tudo no ataque e ainda faz golaços. Levei!
No caminho, comprei o Shiraz/Grenache Art Series 2008 do nosso amigo Peter Lehmann, ícone do vinho australiano, especialmente na região do Barossa. O Shiraz pensando no chorizo e a Granache pra harmonizar com o queijo. Essa linha, a $11.60, é uma das mais em conta, mas sabia que era boa pois, sendo um ótimo produtor, a chance de errar é bem pequena.
O risoto não teve mistério. Apesar da foto horrorosa, fiz do jeito de sempre, a combinação do chorizo com o blue brie ficou perfeita, o vinho estava redondo enquanto eu cozinhava, mas depois ficou um pouco abaixo, pois faltou estrutura para segurar o chorizo e, principalmente, o cayenne pepper.
Sim, meus amigos, o meu armário estava vazio, porém, o armário coletivo aqui do Château Elle Macpherson mais parecia a Ilha das Molucas, de tanta especiaria. A princípio eu queria usar um açafrão-da-terra, mas na falta, sapequei o tal do cayanne, que nem sei o equivalente em português, mas levantou ainda mais o sabor da comida, sobrecarregando o vinho.
Sem problema! A botella já estava quase no fim, pois também havia usado para redução do arbório. Porém, a grande redução da noite foi mesmo a do blue brie, no caso, redução de 33% do valor, custando apenas $2.94 (e ainda bem fresco).
E tudo ao som da minha amiga Carlotta Centanni, gata italiana de voz potente e entusiasta da música brasileira que me presenteou com seu belo CD, Respiro. Salute!