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Wednesday, February 2, 2011

Update no Ciclone Yasi e o Milagre da Vida



Até o momento, não se tem notícia de morte nem feridos em North Queensland, o que, pelo que se esperava, chega a ser um milagre. Bem, não apenas milagre, como também mérito dessa impressionante primeira-ministra do estado, Anna Bligh.

Desde as enchentes do início de janeiro na região de Brisbane até o ciclone Yasi, não é exagero dizer que ela e sua equipe salvaram muitas vidas. Fui criticado num post anterior, mas volto a repetir: que sirva de lição para as "otoridades" brasileiras, que nada fazem para prevenir e depois colocam a culpa na chuva.



Neste exato momento, primeiras horas da manhã, o Yasi, que entrou na costa entre Townsville e Cairns por volta da meia-noite como ciclone de categoria 5, vem perdendo força, passou para 4, 3 e agora está em 2. Porém, ainda com ventos de 205km/h.

E já que falei em milagre, agora a pouco, em um dos centros de evacuação de Cairns, uma mãe deu à luz. É verdade! Ela foi ajudada por uma midwifery inglesa, que estava de passagem pela cidade, a caminho de Sydney, ficou presa por lá e fez o parto. Vai virar heroína nacioinal! A mãe já deixou claro que a recém-nascida não se chamará Yasi.

Welcome to this weird world!

Thursday, January 27, 2011

Sunshine Cup - A Day to Raise Hope and Money for QLD and Rio

Estudo mostra que 39.3% das boas ideias nascem no bar, 31.1% no banheiro, 12.4% na cozinha, 4.2% no alto da montanha, 3.6% com o pé na areia e 0.81% naqueles lugares que costumamos chamar de escritório. Brancos e indecisos correspondem ao que falta para completar 100%.



Com a Sunshine Cup - A Day to Raise Hope and Money for QLD and Rio não foi diferente. Em um domingo qualquer de Sydney, há poucas semanas, estava com os amigos Gel Freire, presidente dos Canarinhos, e Nélio Borges, ex-jogador de futebol profissional - o homem, a lenda -, conversando sobre o de sempre, quando o assunto partiu para Queensland e Rio de Janeiro.

Era o auge da desgraça nos dois estados e começamos a pensar o que poderíamos fazer para ajudar. Em Queensland, bastava uma ligação ou transferência, e o dinheiro já estava na conta. No Rio, era mais complicado, pois naquele momento alimentos e produtos de higiene eram muito mais urgentes do que qualquer quantia, e a distância nos impossibilitava de fazer qualquer doação.

Como estávamos no glorioso Charing Cross, fomos inspirados pela graça do pub (e por jarras e mais jarras de Carlton/Tooheys), e ali nasceu a ideia dos Canarinhos organizarem um campeonato nos moldes da Les Murray Cup, sucesso absoluto no final do ano passado com times de 7 jogadores e partidas de 2 tempos de 20 minutos, mas com algumas peculiaridades.

A primeira: cobertos os custos do Sydney Brazilian Social Club, os Canarinhos, metade do lucro vai para as vítimas de Queensland, metade para as vítimas do Rio de Janeiro. Ponto!

Serão 12 times, sendo que cada um representará uma região atingida e deverá ser adquirido por um patrocinador. Ou seja, a empresa compra a cota de $250 e, após sorteio, terá algo como Academies Australasia/Nova Friburgo, Soccer Brasil/Toowoomba, Bradesco/Rio de Janeiro e Coca-Cola/Brisbane.

Se não deseja ter um time no torneio, mas quer ajudar a viabilizá-lo entrando como patrocinador/doador, a cota é $350.

Por ora, 8 empresas já adquiriram seus times, restando apenas 4 vagas. Portanto, se você tem interesse em participar e, principalmente, ajudar, entre em contato com o Rodrigo Faria através do telefone 0410 272 714. A data do torneio é 27 de março. Participem!

Depois da tempestade, vem a bonança. Mas no meio tempo, tem muito trabalho. Segue canção para inspirar!

Monday, January 10, 2011

Austrália 4 x 0 Índia (Asian Cup) + Queensland

A Austrália estreou bem na Copa da Ásia de futebol, nessa madrugada. Sim, a Austrália estreou nessa madrugada e, sim, a Austrália, que vive na Oceania, disputa a a competição asiática.



Motivo? Cansada de enfrentar seleções como Samoa, Ilhas Cook e Vanuatu, a Austrália deixou a associação de futebol da Oceania e passou a integrar a da Ásia, em janeiro de 2006, em busca de competições com nível técnico mais elevado - além de mais dólares, claro.

Na primeira edição, em 2007, os Socceroos foram eliminados pelo Japão, nas quartas-de-final. Agora a pouco, abrindo a participação no grupo C contra a Índia, a Austrália goleou por 4 a 0 com gols marcados por Tim Cahill (2), Harry Kewell e Brett Holman. A partida foi disputada em Doha, Catar, país que sediará a Copa do Mundo de 2022, aquela mesmo que a Federação Australiana de Futebol tentou levar e perdeu feio.

O atacante Tim Cahill, que vem fazendo excelente temporada pelo Everton, da Inglaterra, e está em grande forma, dedicou seus dois gols para as vítimas das inundações de Queensland, onde a situação melhora um pouco em uma região e se torna um desastre em outra.



Ontem, em apenas uma hora de chuvas torrenciais, a cidade de Toowoomba foi totalmente inundada. Quatro pessoas morreram e onze estão sumidas. No total, foram confirmadas 12 mortes no estado e 72 pessoas estão desaparecidas desde que as inundações começaram no final de dezembro.

A preocupação agora é Brisbane, que deverá ser atingida nas próximas horas e ter o Brisbane River, que corta a cidade, alcançando níveis recordes. Cerca de 30 subúrbios poderão ser afetados, assim como cerca de 6.500 propriedades até quinta-feira. Desde a manhã, as pessoas que chegam ao trabalho são mandadas de volta para casa e nas últimas horas o centro da cidade começou a ser esvaziado. O governo, em todos os níveis, já está mobilizado na região e recebendo auxílio internacional.

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A Austrália volta a campo à 0h15 de sexta para sábado, em Doha, onde enfrenta a Coreia do Sul, um dos pesos pesados do continente. Jogo duro com cara de empate.

Wednesday, January 5, 2011

Problemas e algumas esperanças

Como sabem, uma área do tamanho do estado de New South Wales está inundada em Queensland. O ponto central são os sistemas dos rios Condamine, Burnett e Fitzroy, que já deixaram 40 cidades isoladas ou parcialmente debaixo d'água, cerca de 1.200 casas inundadas e 10.700 tocadas pela água. No total, 200 mil pessoas foram atingidas pelas inundações, sendo que 4 mil estão desabrigadas e vivendo provisoriamente em um dos 17 centros de evacuação espalhados por 10 cidades. Três pessoas morreram.



Esperava-se que o Fitzroy River, na cidade de Rockhampton, chegasse a 9.4 metros acima de seu nível, o que seria o maior pico desde 1954, mas ele ficou em 9.2m e está assim desde ontem, o que evitará a inundação de 200 novas casas e o contato de outras 2 mil com a água.



Já o Balonne River, que passa por St George, cidade a 550km de Rockhampton, pode atingir o recorde histórico de 14 metros no domingo, o que inundaria cerca de 80% da cidade.

Em Condamine, sudoeste do estado, o rio de mesmo nome atingiu 14.25 metros, inundando 42 das 60 casas e obrigando todos os 150 moradores a deixarem a cidade na quinta-feira passada. Existia a possibilidade deles retornaram hoje, mas em virtude das fortes tempestades de ontem, rodovias foram fechadas e a volta talvez seja adiada.



Estima-se que o prejuízo esteja na casa dos 5 bilhões de dólares australianos - lembrando que o nosso dólar está mais valorizado do que o norte-americano. Os governos federal e estadual já abriram os cofres, mas toda ajuda é extremamente bem-vinda.

Para quem está na Austrália, no domingo, a partir das 19h30, o Channel 9 fará o Nine's Flood Relief Appeal - Australia Unites, programa de duas horas do tipo teletom com artistas e celebridades atendendo as ligações para arrecadar dinheiro.



Quem quiser ajudar neste exato momento, pode doar através do site www.qld.gov.au/floods, com cartão de crédito ligando para 1800 219 028 (estes servem para qualquer pessoa do planeta) ou mesmo pessoalmente nos bancos Commonwealth Bank, NAB, Westpac, ANZ, Bank Of Queensland, Suncorp e no supermercado Coles.



Também no domingo, acontecerá mais uma festa para arrecadar dinheiro para o Leandro Barata, o capoeirista brasileiro que em seu terceiro mês de Austrália sofreu acidente na praia de Bondi e ficou tetraplégico. O evento será no Empire Hotel (32 Darlinghurst Rd, Kings Cross), das 20h30 às 3h. Entrada mediante doação.

E já que o assunto é ajudar, não posso deixar de citar a Hyundai, principal patrocinadora do Hopman Cup, torneio de tênis que acontece em Perth. A empresa está doando 100 doletas por cada ace.

Ontem, vendo o Andy Murray vencer o francês Nicolas Mahut, o dinheiro arrecadado já estava em 22 mil dólares. Haja ace! O valor deve ter aumentado, pois eles ainda disputariam um set inteiro e depois partida de duplas.

O Hopman Cup vai até sábado, a Sérvia será campeã e imagino que deve chegar fácil fácil na casa do $40 mil!

Sunday, September 12, 2010

Queimando os livros sagrados até a última ponta

Hoje, a taxa de desemprego na Austrália está por volta de 5.2%, mas nas próximas horas deve ganhar um reforço.

Alex Stewart, funcionário da Queensland University of Technology, inflamado pela polêmica em torno da declaração de um pastor norte-americano que sugeriu queimar exemplares do alcorão durante o nono aniversário do 11 de setembro, resolveu virar estatística.



Ateísta Graças a Deus, Alex pegou uma Bíblia, um Alcorão e preparou um cigarrinho para ver qual dos dois livros sagrados queimava mais rápido. O conteúdo do cigarro parecia ser a erva do capeta, mas ele afirma que não passava de grama.



Se fizesse isso com os amigos durante um churrasco, provavelmente niguém ficaria sabendo. Mas o blasfemo de Brizzie filmou o test-drive e publicou no YouTube, despertando a ira de grupos islâmicos, da igreja católica e também desagradando a direção da universidade.

Resultado: a ideia era mostrar que tanto a Bíblia quanto o Alcorão são apenas livros (o que não há nada de errado). Porém, a forma escolhida deverá lhe custar o emprego e talvez a vida. Basta lembrar o que aconteceu com o chargista dinamarquês Kurt Westergard, que em 2005 publicou charge de Maomé com um turbante em forma de bomba e sofreu tentativa de assassinato. O vídeo já foi retirado do YouTube, mas a heresia está feita. Vai ter que arcar com as consequências.



Ah, a Bíblia ganhou!

Tuesday, July 27, 2010

Gold Coast - Não tinha como não gostar



Com uma reunião marcada para segunda-feira passada, na Gold Coast, não tive dúvida: embarquei dois dias antes para aproveitar o final de semana e fazer um reconhecimento da área, já que nunca havia ido para aquelas bandas, nem mesmo pisado no estado de Queensland.

Detesto fazer comparações com o Brasil para descrever lugares, pessoas ou o que quer que seja, mas brasileiro adora. Portanto, vamos lá!

Se a Gold Coast, a sexta cidade mais populosa da Austrália, tivesse nascido no Brasil, certamente seria catarinense. É verdade! Com ares de Balneário Camburiú, pinta de determinados locais de Floripa e um toque de Itapema, ela só não é 100% catarina porque traz algo de Guarujá (o lado legal do Guarú), com um sotaque da Flórida norte-americana via Fort Lauderdale.



No sábado, capitaneado pela Mirella, amiga de São Paulo, saímos de Surfers Paradise (alguém aí citou Guarujá?) e fomos até Coolangatta de carro, parando de praia em praia. Un e-p-e-t-á-c-u-l-o de aproximadamente 20km de céu azul, brisa de inverno e ondas de metro e meio.

Muitos em Sydney falaram que eu não iria gostar da Gold. Mas conforme andava e parava em cada praia, com Mirella explicando absolutamente tudo, fui curtindo o lugar. Não a ponto de pensar em viver lá, como aconteceu no quarto minuto em Melbourne, mas, por exemplo, se eu tivesse 20 anos e estivesse morando no Brasil, com aquela vontade de sair do país para viajar, estudar, aprender inglês e pegar onda, não pensaria duas vezes em seguir para lá.



Algo que chamou a atenção na Gold Coast foi a quantidade de adolescentes. Famosos pelas arruaças durante a temporada dos schoolies, que rola no final do ano, achei que a concentração fosse apenas nesta época. Que nada! Em toda esquina, há sempre uma meia-dúzia de quatro ou cinco versões cheias de espinha do Mick Fanning. Mas com praias fantásticas para se viver como Burleigh Heads e Coolangatta - as que mais gostei -, além de Palm Beach, onde uma ex-flatmate tem uma casinha de $4 milhões, não os culpo. A única coisa que realmente me recuso a comentar sobre a Gold são os parques temáticos, que detesto.

Por outro lado, temos Dan Murphys, uma espécie de Walt Dysney dos vinhos, irish pubs como o Waxy's, em Surfers, RSL's (tipo de bar/restaurante/casa da terceira idade) praticamente na areia da praia, cafés/tavernas como o The Cavern, em Nobby Beach (aliás, impressionante a quantidade de taverns), e, claro, festas fortes, como a organizada pelo meu chapa Gustavo Daresi, às terças, na Beach House. Entre as atrações: DJ V.H.S. (aquele mesmo que fez a turnê australiana do D2), jug de cerveja a $10 e 4 horas de espumante grátis para a mulherada, das 21h à 1h. Sem falar que o lugar é de frente para a praia de Surfers Paradise e com uma bela piscina ao ar livre. Ou seja, muito mais divertido do que pular de cabeça, sóbrio, num toboágua cheio de micose.

Bem, mas como nem tudo era festa, enquanto desbravava me dei conta que havia deixado a câmera na casa da Mirella. Ou seja, perdi uma oportunidade única de fotografar as praias, já que não é todo dia que se faz aqueles 20km de carro com tempo para contemplar cada lugar. Com a batalha perdida, porém não a guerra, sapequei a primeira cerveja do dia com o intuito de atrair alguma luz reveladora que me abrisse caminho para registrar a Gold Coast de maneira ainda melhor no dia seguinte. E ela veio...



Antes, porém, na noite de sábado, finalmente conheci a minha grande amiga que jamais havia visto pessoalmente, Vanessa Feitosa, além de ter reencontrado os grandes Montezano e Adriana Ikeda no indescritível condomínio que vivem em Mermaid Beach. Sim, este é outro aspecto totalmente positivo da Gold, os excelentes apês e condomínios, grandes e novos, por preços totalmente acessíveis.

Voltando à questão da falta de chapas, no domingo Mirela surgiu com a luz. Na verdade, quem trouxe foi Dave, marido dela e um dos caras mais gente fina que conheci desde que cheguei na Austrália. A família, a bordo do Lady Angela, barco batizado em homenagem a irmã, passaria o dia em alto-mar.



E assim, no melhor estilo Jéssico Watson (sim, Jessica Watson é de Queensland e já velejou muito por aquelas águas), passei O DOMINGO não apenas fotogrando a Gold de um ângulo, no mínimo, inesperado, como também sapecando várias vevejinhas enquanto ouvia algumas baleias e tirava mal tiradas chapas de golfinhos.

Em resumo: não tinha como não gostar da Gold!




Thursday, July 15, 2010



Antes de mais nada, Jana, parabéns e muitas felicidades! Adoraria dar uma passada aí hoje pra tomar um café com a senhora e o chef, seguido de quantidades industriais de botejas, mas não conseguirei. Motivo?



Logo mais irei para o nosso glorioso Ceará australiano, também conhecido como Gold Coast. É verdade! Esta será a minha primeira vez por aquelas bandas, estou com novo equipamento fotográfico e em breve postarei chapas e posts sobre a capital do surfe do nordeste australiano.


Vanessa Feitosa, companheira de firrrma e vereadora de Coolangatta - um mix de Juazeiro com Cariri -, já avisou que posso desempoeirar as Havaianas e as bermudas do fundo do armário. Assim espero! Em breve trago mais informações.

Por ora, anotem na agenda:


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Circus
Sexta-feira, 16 de julho, a partir das 21h, na The Eastern (Bondi Junction)

Kid Mac Europe Tour
Sexta-feira, 16 de julho, na Winston Kinkdom (Amsterdam - HOL)
Sábado, 17 de julho, no Magneetbar Festival (Amsterdam - HOL)
Domingo, 18 de julho, no Zwarte Cross Festival (Amsterdam - HOL)

Ziggy and Wild Drums
Domingo, a partir das 18h, no Beach Road (Bondi Beach)

Tropical Jam (Geléia)
Domingo, a partir das 22h, no Favela (Kings Cross)
- Nos intervalos, sonzeira com o DJ Leo Chaibun, o uruguaio mais brasileiro do terceiro continente à sua escolha

Abuka Duo no The Pitanga Project
Quarta-feira, 21 de julho, a partir das 19h, no M'ocean (Bondi Beach)

Vote For Mary
Sexta-feira, 23 de julho, a partir das 20h, no The Basement (Circular Quay)

Chilli Samba no Tupinikings
Sexta-feira, 23 de julho, a partir das 21h, no Number Five (Melbourne)

Exibição de "Edifício Master" no Samba Cine Club
Sexta-feira, 23 de julho, a partir das 17h30, no 1000 Poun Bent (Melbourne)
- DJ's from Sydney: Mau e Rapha da Vibez Brazil

Wednesday, April 21, 2010

Surfari na costa leste – Seguindo a trilha dos pioneiros

Texto publicado na edição 2010/11 da Student Planet Magazine, revista da Ozzy Study Brazil.

O surfe na Austrália tem data e local de nascimento: 5 de janeiro de 1915, praia de Freshwater. O pai? Duke Kahanamoku, nadador campeão olímpico que veio a Sydney fazer uma exibição. Aproveitando a oportunidade, Duke trouxe algumas pranchas e caiu na água. A partir daquele dia, a cultura de praia na Austrália nunca mais foi a mesma.



Freshwater faz parte das Northern Beaches, sequência de 15 praias que se estendem ao norte de Sydney, entre Manly e Palm Beach. De lá sairam lendas como Midget Farrelly, Nat Young e Tom Carroll. Bicampeão mundial em 1983/84, Carroll é natural de Newport, praia com boa variação de ondas, em especial em The Peak, ao norte. Um pouco acima, Avalon funciona bem com swells de norte e sul. Dee Why e Curl Curl, passando Manly, são bem conhecidas dos estudantes brasileiros, enquanto Narrabeen, sede do famoso World Junior Championships, chega a produzir ondas perfeitas.

Foto de Guilherme Jorge - Bondi Beach


O surfe foi rapidamente absorvido nos Eastern Suburbs de Sydney, tornando-se popular entre os jovens. Bondi, Bronte e Maroubra têm as melhores formações, em especial no inverno. MacKenzies e Tamarama não são tão costantes mas vale ficar de olho. Ainda na região metropolitana, ao sul de Botany Bay está Cronulla Beach, a única da cidade com acesso de trem.



A partir dos anos 1950, os surfistas de Sydney passaram a desbravar a costa leste atrás de novas praias, fazendo os chamados “surfaris”. Os destinos preferidos eram o norte, subindo para Byron Bay e indo até Noosa, em Queensland; e o litoral sul de New South Wales, seguindo até Victoria.

Para o sul, a 15 km de Cronulla, está Garie Beach, ideal para quem deseja fugir da cidade sem rodar muito. Descendo a costa tem Sandon Point, um dos melhores breaks do estado com ondas que podem chegar a mais de 4 metros, e Woonoona, já em Wollongong, com boas paredes de esquerda. Dali em diante a brincadeira fica séria. Windang Island possui grandes esquerdas e, um pouco ao sul de Jervis Bay, Aussie Pipe tem ondas que podem alcançar 3,5 metros.



Em dezembro de 1956, Torquay (foto acima), em Victoria, entrou no mapa do surfe mundial quando surfistas australianos receberam a visita de norte-americanos para o International Surf Carnival. A apenas duas horas de Melbourne, é lá que está Bells Beach, um dos templos sagrados do esporte, local do Rip Curl Pro, a etapa mais antiga do circuito mundial profissional. Ao lado, Winki Pop impressiona com algumas das paredes mais longas de Victoria.

Rumo à Queensland
Pela proximidade com Sydney, as regiões de Central Coast e Newcastle, ao norte, já eram bem familiares para os surfistas nos anos 1950. Forresters, com algumas das maiores ondas da costa leste, e Terrigal Haven, com sólidas direitas, estão entre as preferidas. Continuando ao norte, eles elegeram Crescent Head, praia com paredes de 300 a 400 metros de puro deleite, como parada oficial. Para quem é muito experiente, Angourie tem uma direita violenta. E a mítica Byron Bay, escolhida por muitos desses surfistas para viver, se tornou ponto da contra-cultura dos anos 1960/70, sendo influenciada até hoje pelo movimento.



Tweed Heads divide o surfe de New South Wales com o de Queensland. E a primeira sequência de praias é a Gold Coast, que abriga alguns dos melhores point breaks do planeta em apenas 40 km de costa, além da outra etapa australiana do circuito mundial profissional. Na sequência tem praias como Snapper Rocks, famosa por sua bancada, Rainbow Bay, ideal para quem está aprendendo, Kirra, simplesmente fantástica, Burleihgh Heads, com ondas que chegam a 3 metros, e Spit, em Southport, a alternativa para fugir do crowd sem perder a qualidade. Pouco acima, já na Sunshine Coast, Nossa Heads, com seu fenomenal point break de direita, sempre foi uma espécie de premiação que fecha qualquer “surfari” com chave de ouro.



Este e muitos outros textos estão na revista, que é grátis e está disponível em todas as agências da Ozzy na Austrália e no Brasil. É só passa e pegar!

Tuesday, April 13, 2010

Nas águas da Austrália fechando a circunavegação

Enquanto o navio chinês Shen Neng 1 continua seu rastro de destruição na Grande Barreira de Corais, iniciado em 3 de abril; e a Austrália suspende por tempo determinado os pedidos de asilo do Afeganistão e Sri Lanka, após a marinha ter interceptado mais um barco tentando entrar ilegalmente por essas bandas; Jessica Watson, a versão adolescente e de saia do Amyr Klink, já navega em águas australianas. É verdade!


Canal de óleo de 3 km. Well done Shen Neng 1!

Ela, que está prestes a se tornar a pessoa mais jovem do mundo a circunavegar o planeta sozinha e sem assistência, na segunda-feira completou 20 mil milhas náuticas, o dobro que havia navegado em toda vida.

Jessica, 16 anos, partiu da Sydney Harbour em 18 de outubro de 2009 a bordo do Ella's Pink Lady, em 13 de janeiro deixou para traz o Cabo Horn, na América do Sul, em 24 de fevereiro foi a vez do Cabo da Boa Esperança, na África, e na última segunda o Cabo Leewuin, no extremo oeste da Austrália (clique aqui para ver onde ela está).


Em meio a tanto enlatado, uma lulinha fresca que pulou no deck.

Agora, conforme informou em seu blog, em vez de seguir pela Great Australian Bight, entre os estados de Western Australia e South Australia, e depois atravessar o Bass Strait entre Victoria e Tasmania, Jessica deverá se afastar da costa e passar ao sul da Tasmania para evitar o Bass Strait, que é cheio de barcos e ilhas (o que significa poucas horas de sono) e também porque a previsão de vento não é das melhores.

Restam aproximadamente 2500 milhas náuticas e pelo que tudo indica o desembarque histórico em Sydney deverá acontecer nos primeiros dias de maio. Como já disse anteriormente, sou um entusiasta dela e se puder, irei.

Saturday, February 27, 2010

Tsunami neste domingo - Evitem as praias

Com o terremoto de magnitude 8.8 (o máximo é 9) que atingiu o Chile ontem, registrando, até o momento, 122 mortes, outras partes do Oceano Pacífico estão em alerta de Tsunami.

Neste exato momento, quase 6 horas da manhã (horário de Sydney), a costa do Havaí está sendo evacuado, e de lá parece que o problema vem para o Japão, Filipinas e também Austrália.

Por ora, não é necessário evacuar nenhuma área. As autoridades só estão pedindo para as pessoas evitaram, de qualquer maneira, irem à praia ou próximo dela (até mesmo para tentar fotografar possíveis ondas gigantes).

O alerta de Tsunami foi dado ontem, às 19h45, pelo The Joint Australian Tsunami Warning Centre (JATWC), e é esperado que atinja a costa de New South Wales às 8h45 deste domingo, e a de Queenslnad às 8h15.

A verdadeira dimensão só será conhecida após atingir o Havaí.

Portanto, para quem está aqui, fiquem em casa, vão para o trabalho, mas nem pensem em ir pra Bondi Beach, Manly, Surfers Paradise ou qualquer outra praia. Para os pais e quem está no Brasil, resta aguardar e não entrar em pânico.

Sunday, January 10, 2010

Alguma coisa tá fora da ordem

Ainda na onda das bizzarrices do mundo animal australiano, essa aconteceu em North Mackay, Sunshine Coast (QLD), no final do ano passado.



Acostumado a ver sapos comerem insetos e cobras comerem sapos, no que os cientistas, seguindo a cartilha do Criador, chamam de cadeia alimentar, Ian Hamilton não acreditou quando viu esse simpático sapo invertendo completamente a ordem natutal do planeta e jantando uma cobra (sim, aquilo na boca dele é uma cobra).

Pior, segundo o próprio Hamilton, vários outros sapos que frequentam o seu quintal pararam pra assistir à mais essa aberração ecológica em solo australiano.


El niño? Aquecimento global? Rebaixamento de plutão? Efeito obama?

Independentemente da causa, a certeza é uma só: reparem na cara de deleite do sem vergonha, o novo herói entre os anuros locais!

Wednesday, December 30, 2009

E o zelador da ilha quase morreu


Keppel Beach, foto do próprio Ben Southall

Lembram que há praticamente um ano, o governo de Queensland lançou a campanha do "melhor emprego do mundo"?

Então, Ben Southall, esse inglês fanfarrão de 34 anos foi o grande vencedor e se mudou para Hamilton Island em primeiro de julho deste ano.



Não é que o homem quase morreu aos 43 minutos do segundo tempo?

É verdade! Curtindo uma sessão de jet ski no último domingo - há 4 dias de terminar o trabalho e receber $ 150 mil - ele foi picado no cotovelo por uma água-viva. Na verdade, pela pequena e periculosa Irukandji jellyfish, mais um monstrinho letal da incrível fauna australiana.



Minutos depois de ser picado e ter deixado a água, o síndico provisório sentiu que o movimento dos pés e das mãos estavam ficando lentos. Ao identificar os sintomas, membros do staff da ilha o levaram para o ambulatório, enquanto a temperatura do inglês elevava, o corpo transbordava suor, a cabeça explodia e um grande enjôo embrulhava o estômago. Se não tivesse sido prontamente assistido, tomando injeção e uma série de remédios, teria morrido.

Sempre digo que na Austrália não tenho medo de gente, só de animal, o que pra nós, brasileiros, não tem preço (ops, tem sim, a escola). Basta tomar alguns cuidados e torcer para não ter chegado a hora. No caso do Ben Southall, ele não tomou cuidado, pois nas águas daquela região de Queensland é impensável entrar sem roupa de proteção, mas por sorte não havia chegado a hora. Mas que bateu na trave, bateu.



O fato é que com roupa ou sem roupa, com água-viva ou sem água-viva, o importante é lembrar o que mamãe dizia: "água no umbigo, sinal de perigo; água no pescoço, sinal de sufoco".

E Feliz Ano Novo e Vida Nova pro Ben Southall!

Tuesday, December 8, 2009

Schoolies - Colônia Sexual de Férias

Aqui na Austrália existe uma "instituição" chamada schoolies, que funciona mais ou menos assim.

No final de novembro, quando os adoescentes fazem o último exame da high-school (equivale ao término do colegial), os estudantes vão para um final de semana prolongado - atualmente virou várias semanas prolongadas - para celebrar. É uma espécie de rito de passagem, e neste período eles são conhecidos como schoolies.



Isso surgiu no início dos anos 70, e é cada vez mais popular. Mas, claro, tem muitos problemas.



O principal destino dos schoolies é a Gold Coast, em Queensland, e é pra lá que boa parte dos formandos se encontram.



Pergunto: conseguiram imaginar o resultado da equação espinhas + hormônios + álcool + drogas?



Pior! A maioria dos colégios na Austrália são unissex (tipo cabelereiro), ou seja, exclusivo para meninas ou meninos. Mesmo quando são para os dois, as classes são exclusivas para cada um.

Com isso, a concentração de hormônios é ainda mais explosiva, pois passando boa parte da adolescência apenas com pessoas do mesmo sexo, eles não desenvolvem muito tato para a socialização com o sexo oposto, acabam ficando demasiadamente bolinhas ou luluzinhas (brasileiras, entenderam porque vocês reclamam tanto dos australianos?) e, quando ganham a alforria e seguem para a Gold Coast ou qualquer outra colônia sexual de férias, é pior do que micareta.



Coma alcoólica, violência sexual e até morte fazem parte do script dos schoolies, tanto que a polícia monta um grande esquema em torno das principais aglomerações.




Mesmo assim, diariamente os jornais trazem notícias de algo que aconteceu na noite anterior, enquanto a internet publica dezenas de fotos. Algumas, por sinal, bem patéticas.



Um brinde aos dois tremendos fanfarrões!